Convênio lança guia das ONGs brasileiras

Descobrir quais são, onde estão e o que fazem as entidades do terceiro setor (organizações não-governamentais) do Brasil é o objetivo do Guia do Terceiro Setor, que será criado pela Fundação Mario Covas e pelo Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), em conjunto com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por meio de seu Núcleo de Estudos da População (Nepo). O convênio foi assinado nesta quarta-feira. Segundo a coordenadora do projeto, Felícia Reicher Madeira, da Fundação Seade, o guia deverá estar pronto dentro de 18 meses e ficará hospedado no site da Fundação Mario Covas (www.covas.org.br). "Na verdade, será um banco de dados completo, que vai reunir o maior número possível de informações sobre as entidades do terceiro setor no Brasil", explicou. "O acesso a esse banco de dados é público e gratuito." Não será preciso esperar um ano e meio para consultá-lo, no entano. Os dados serão inseridos paulatinamente no banco de dados, à medida que forem sendo obtidos. Para desenvolver a metodologia que será empregada na elaboração do Guia, a Fundação Seade já realizou dois estudos-piloto. Um foi um cadastro de cerca de três mil entidades do terceiro setor da zona leste de São Paulo. O outro, um censo georreferenciado (cada entidade tem sua localização geográfica assinalada num mapa) das organizações sociais que atuam na área cultural da região metropolitana. Oportuno - O guia vem em boa hora, segundo Felícia. "Hoje existem poucas informações confiáveis sobre as entidades desse setor", diz. "Há muito mito. Na verdade, não se sabe o que elas fazem, onde se localizam, quanto dinheiro movimento nem quantos empregos geram." De acordo com ela, "num momento em que esse setor cresce e recebe dinheiro do poder público, é importante conhecê-lo e saber quais as entidades mais eficientes." O diretor-presidente da Fundação Mário Covas, Osvaldo Martins, concorda: "O crescimento do terceiro setor exige um instrumento que permita conhecê-lo melhor. Além dos banco de dados, o guia vai promover debates e seminários." Agora, as três instituições envolvidas vão agora tentar captar os estimados R$ 4 milhões necessários para o projeto. O primeiro pedido de financiamente será feito à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

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