MARCOS DE PAULA/ESTADÃO
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Convenção que vai aprovar candidatura de Pezão lança slogan 'A mudança só começou'

Evento da coligação do PMDB que agrega apoiadores de Dilma, Aécio e pastor Everaldo tem poucas referências a Cesar Maia (DEM), cuja aliança é alvo de criticas de parte da legenda

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

26 Junho 2014 | 17h36

Com cartazes do governador do Rio Luiz Fernando Pezão (PMDB),  faixas dos candidatos a deputado e raras menções à candidatura do ex-prefeito e vereador Cesar Maia, do DEM, ao Senado, a convenção do diretório estadual do PMDB no Rio lança nesta quinta-feira, 26, o slogan "A mudança só começou". A mensagem procura resumir a ideia de continuidade da administração do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), que seria candidato ao Senado, mas, no último domingo, abriu mão da disputa para ceder a vaga a Cesar Maia.

No encontro, realizado na quadra da Escola de Samba São Clemente, na Cidade Nova, região central da capital será aprovada a candidatura de Pezão à reeleição na coligação que foi criticada por Paes e outros membros do partido após a entrada do DEM. No começo da semana, o prefeito do Rio chegou a afirmar que a aliança, que busca dar palanque para Aécio Neves no Estado, era um "bacanal eleitoral".

Mais cedo, Paes se encontrou com Pezão e o governador reiterou seu apoio à candidatura de Dilma, sacramentado pela convenção nacional da legenda, mas afirmou que fará campanha por Cesar Maia (DEM), aliado de Aécio  que vai disputar vaga no Senado. Ele afirmou ainda que não há constrangimento em fazer aliança com partidos que apoiam Dilma ou Aécio, além do PSC do presidenciável Pastor Everaldo.

Trabalho. A esperança de trabalhar nas campanhas de candidatos a deputado a partir do mês que vem levou muitos moradores pobres do Grande Rio à convenção do PMDB-RJ que vai aprovar a candidatura de  Pezão. 

Com sacos de lanche nas mãos, eles desciam de ônibus e vans alugados pelo partido. Um grupo de amigas, vindas de Magé, na região metropolitana, não conseguia lembrar o nome do candidato para quem pretendem trabalhar, segurando bandeiras e distribuindo panfletos, a partir de 6 de julho. "Viemos ver como é, conhecer o candidato. Ainda não sabemos o valor para trabalhar na campanha, mas parece que serão R$ 200 por semana. Vai ter uma reunião para acertar tudo", disse Andreza de Morais, de 19 anos, que levou para o encontro a filha Andriele, de um ano. A assessoria do PMDB calculou em cerca de três mil pessoas o público da convenção. 

A estrutura da prefeitura foi usada para organizar o trânsito na porta da quadra da escola de samba, na Avenida Presidente Vargas, uma das mais movimentadas do centro, que ficou ainda mais engarrafada por causa dos ônibus que paravam com as claques do PMDB e de outros partidos aliados do governador  Pezão. Um carro e pelo menos quatro agentes da Guarda Municipal estavam na entrada, além de cinco motocicletas e pelo menos sete funcionários da Companhia de Engenharia de Trafego (CETRio), também da prefeitura. 

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