Convenção homologa nome de Marta para eleição em SP

Destacando seus vínculos de amizade com Lula, ex-prefeita diz que promoverá inclusão e escalada social

Ana Paula Tavares, da Agência Estado,

29 de junho de 2008 | 18h29

A união de seis partidos (PT, PC do B, PDT, PSB, PTN e PRN) já no primeiro turno das eleições municipais, os desentendimentos entre a cúpula tucana na capital paulista e, principalmente, a associação dos feitos do governo Lula marcaram a convenção que oficializou a candidatura da petista Marta Suplicy para a prefeitura de São Paulo, que tenta ocupar o cargo pela segunda vez.   Mais notícias sobre o PT Candidato do PT no Recife tem apoio de 16 partidos   Mais notícias sobre outros partidos Em convenção do PSL, Alckmin ataca Marta e Kassab PSDB tem candidatura própria em Porto Alegre PSB homologa aliança com PT em Minas DEM confirma nome de Solange Amaral no Rio   Veja também Calendário eleitoral das eleições de 2008  A convenção foi realizada na tarde deste domingo, 29, e reuniu cerca de 3 mil pessoas. Os políticos que estavam presentes e tiveram a chance de discursar não deixaram de ressaltar ações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos benefícios para a cidade com uma parceria federal. Marta Suplicy, ao falar com o público, fez questão de ressaltar o vínculo de amizade com o presidente.   "Posso destacar que sou companheira histórica do presidente Lula, que participei de seu governo e que conto com o seu apoio", afirmou no palanque que trazia ao fundo uma imagem dela e do presidente.   Ao apresentar, sem detalhes, o macro-programa social para a cidade de São Paulo, a candidata fez novamente uma vinculação direta ao governo federal. "É um conjunto integrado de programas para colocar São Paulo na vanguarda social do país. E temos o apoio do governo federal, que é o governo que mais promove a inclusão social no Brasil", afirmou.   Outros políticos que passaram pelo palanque também fizeram a mesma associação. O presidente do Diretório Municipal do PT, José Américo Dias, ressaltou que São Paulo precisa estar em sintonia com o Brasil. "Nós últimos quatro anos tivemos um retrocesso em questões de todas as áreas. Precisamos pulsar no pulso do Brasil", disse.   O mesmo fez o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) que afirmou, em seu discurso, que o PSDB não tem como comparar o que já fez como governo com as ações promovidas pelo governo Lula. "O segundo governo Lula está sendo muito melhor que o primeiro. E o segundo governo de Marta vai ser melhor."   Também presente do palanque, o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), acredita que para vencer a disputa municipal, os demais candidatos têm pela frente um "desafio praticamente intransponível", que é vencer a candidatura que une seis partidos e que tem o apoio do presidente Lula.   O presidente da Câmara aproveitou também para ressaltar os desentendimentos internos do PSDB. "Não é porque o PSDB e o DEM estão se desentendendo que vamos ganhar. Vamos eleger a Marta porque ela é melhor."   O candidato a vice na chapa encabeçada por Marta, o deputado federal Aldo Rebelo (PC do B-SP), ressaltou a decisão unânime dos seis partidos em fazer essa coligação para a disputa municipal.  

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