''''Contribuição negocial é mais democrática''''

Entrevista[br]Paulo Paim: senador (PT-RS)

Ana Paula Scinocca, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

30 de novembro de 2007 | 00h00

Relator do projeto do Executivo na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, Paulo Paim (PT-RS) afirmou ontem que o "imposto sindical é burro". "A contribuição negocial é mais democrática", disse. Ele negou pressão dos sindicalistas para a derrubada da emenda do deputado Augusto Carvalho (PPS-DF), que tornava facultativa a cobrança do imposto.Qual foi a razão que levou o Senado a costurar um acordo para derrubar a emenda do deputado?A emenda do Augusto é a emenda da confusão. Tínhamos de ir ao Procon pois trata-se de propaganda enganosa. Ela não acaba com o imposto mas sim apenas muda a forma de recolhimento, prevendo pagamento no banco, no sindicato ou desconto em folha. O Senado não ia pactuar com uma propaganda enganosa. Não houve pressão. O que houve foi muito diálogo com os sindicalistas, empresários e líderes partidários. Houve consenso.Por que os relatores propuseram a manutenção do imposto até que o governo crie a contribuição?No mundo todo é assim. O imposto sindical é um imposto burro e está acabando. Está surgindo a contribuição negocial, que é mais democrática e permite que os trabalhadores discutam, em assembléia, de quanto e como será feito o recolhimento. Pode ser até de 0%.Se o senhor considera o imposto sindical burro, por que não defendeu sua extinção imediata?O imposto sindical não pode ser tirado de uma hora para outra. É preciso um período de transição que, eu acho, não deve ser maior do que um ano.

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