Contribuição de inativos não deve ser votada, diz Aécio

O presidente da Câmara, deputado Aécio Neves (PSDB-MG), disse hoje que não vê condições para votar, neste momento, a proposta de emenda constitucional (PEC) que permite a arrecadação da contribuição previdenciária dos servidores inativos, incluída na pauta de compromissos firmada pelo governo brasileiro com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo Aécio, já foram feitas tentativas anteriores que não vingaram. "Essa proposta não está na minha pauta de prioridades", afirmou, após participar da cerimônia de posse da nova diretoria da Confederação das Associações Comerciais do Brasil, no Memorial JK, em Brasília. Ele observou que o aperto fiscal previsto no acordo com o Fundo "é muito duro", mas que, neste momento, o acordo é importante para sinalizar que o Brasil está mais protegido para enfrentar a adversidade da economia internacional. Aécio Neves disse acreditar, no entanto, na possibilidade de abrandamento da crise argentina e na melhora do desempenho de sua economia, que possam permitir, no ano que vem, a rediscussão e a revisão do superávit primário das contas do governo brasileiro, fixado no acordo com o FMI em 3,5% para o ano que vem.Aécio Neves disse também que espera um desfecho rápido para as denúncias envolvendo o presidente licenciado do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA). Ele não quis fazer mais comentários a respeito, afirmando que o Senado tem os instrumentos adequados para fazer as investigações. Ele espera aprovar o Código de Ética dos deputados nas próximas duas semanas e informou que já solicitou aos líderes a indicação de representantes para negociar o projeto que restringe a imunidade parlamentar.

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