Contribuição de inativos é essencial, diz secretário

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Amaury Bier, ressaltou, durante a teleconferência promovida pela Salomon Smith Barney e o CitiGroup, que a cobrança da contribuição previdenciária dos inativos é importante tanto pelo ponto de vista fiscal quanto em termos de maior equilíbrio entre os trabalhadores do serviço público e do setor privado. Bier lembrou que o governo sempre acredito na importância dessa cobrança, porque ela também ajuda as contas públicas estaduais. "Alguns estados fizeram essa cobrança durante a última década", disse. Para o secretário-executivo da Fazenda, a proposta de discutir mais uma vez no Congresso Nacional essa cobrança não causará nenhum tipo de "problema" junto aos parlamentares. "Não criaremos problemas no Congresso. O que pode acontecer é a emenda não ser aprovada e então termos que cortar R$ 1,4 bilhão das despesas (do orçamento de 2002)", disse. Bier explicou ainda, para os agentes do mercado financeiro internacional que acompanharam a teleconferência, que esses gastos (no valor de R$ 1,4 bilhão), estão condicionados à aprovação da proposta de emenda constitucional que institui a contribuição previdenciária para os inativos. "Se ela (contribuição) não for aprovada os gastos cairão automaticamente", afirmou. Para o secretário, sob o ponto de vista político, "é muito importante" que o governo continue insistindo nessa questão. "Esperamos contar com apoio dos governadores e dos prefeitos das principais cidades do País", frisou.

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