Contrato da Caixa com Gtech foi lamentável, diz ministro

O ministro do Controle e da Transparência, Waldir Pires, classificou hoje como "lamentável" o contrato que a Caixa Econômica Federal firmou em 1997 com a multinacional americana GTech. Segundo ele, os termos do documento dão o monopólio à empresa no sistema de processamento de dados de todas as loterias federais do País e, com isso, retiraram a liberdade da CEF para realizar contratos por etapas e por regiões. Responsável pela Controladoria Geral da União, que está investigando o caso, o ministro disse que o grande erro ocorreu ainda em 1997, quando o contrato renovado em 2000 foi assinado. "O erro foi na formulação. É um contrato lamentável. Há oito ou nove processos judiciais movidos pela GTech contra a Caixa que impede a realização de novas licitações. A Caixa hoje não tem poder, salvo se violar a Constituição, para fazer licitações. Mas ela quer recuperar a liberdade", disse o ministro, durante visita ao Instituto Nacional de Câncer (Inca), na manhã de hoje.Pires explicou que a CEF não pode mais recorrer na Justiça para realizar novas licitações. "A única coisa que pode acontecer é a Justiça conseguir derrubar as liminares", afirmou, acrescentando que, enquanto isso, a estatal deve investir para dominar a tecnologia da GTech no processamento de dados das loterias, já que este é um dos argumentos usados pela multinacional para entrar com as liminares. "A GTech diz que tem direitos e que é extramamente incoveniente para a Caixa que ela venha a fazer um investimento que, segundo a GTech, seria da ordem de R$ 1 bilhão para fazer algo que já existe", explicou o ministro.

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