Contratar professor é prioridade em menos de 1/3 das cidades

IBGE aponta que apenas 27,5% dos municípios colocaram o tema entre as metas da educação

Jaqueline Farid, da Agência Estado,

26 Outubro 2007 | 10h50

A Pesquisa Munic 2006, divulgada nesta sexta-feira, 26, pelo IBGE, revela que "grande parte dos municípios brasileiros não priorizou solucionar o problema da falta de professores no ensino público" no ano passado. O levantamento mostra que menos de um terço (27,5%) das prefeituras pesquisadas mencionou que a contratação de professores estava entre as cinco principais medidas na área de educação, e apenas 33,3% tomaram iniciativas em relação à regulamentação e valorização da carreira do magistério.  Veja também:Metade dos municípios faz 'guerra fiscal' por incentivosMais da metade dos municípios atendem via web, diz IBGEConfira a pesquisa do perfil dos municípios  Íntegra da pesquisa do IBGE   A principal ação de melhoria da educação apontada na Munic foi a capacitação de professores, adotada por 85,2% dos municípios pesquisados. Seguida por medidas de redução da evasão escolar (60,3%), por programas de assistência escolar (50,5%), em saúde, alimentação e material didático, e melhorias no transporte escolar (48,8%). Na maioria dos municípios, a gestão da educação é feita por secretaria municipal e, em 70,1% dos municípios, a secretaria de educação é associada à cultura, em 47,8% ao esporte e 29,6% ao lazer. Em aproximadamente um quarto dos municípios (26,6%), a secretaria cuida exclusivamente da educação. Em 12,3% dos municípios, a educação está associada ao turismo e em 3,8%, à promoção social. Atendimento pela internet A pesquisa Munic aponta também que aumentou o número de municípios brasileiros com página na internet, de 2.163 em 2004 para 2.674 em 2006. É a primeira vez que a pesquisa, realizada desde 1999, investigou a inclusão digital nas cidades do País. De acordo com a pesquisa, 92,9% dos municípios brasileiros disponibilizaram, em 2006, alguma forma de atendimento à distância, seja por telefone, internet, fax, correio ou jornal, enquanto em 2004 esse porcentual era bem menor (76,2%). Houve crescimento no porcentual dos municípios com atendimento a distância por internet, de 32,6% em 2004 para 58,9% em 2006. Segundo a Munic, mesmo apresentando "um número considerável" de municípios no País com página na internet, há desigualdades regionais, sendo que a maior parte dos municípios sem página estava na região Norte (74,2%) e a menor parte na região Sul (34,5%). No que diz respeito à inclusão digital, a Munic revela que 52,9% dos municípios brasileiros tinham política ou plano de inclusão em 2006. Não há dado comparativo para esse item, já que é a primeira vez que o levantamento é realizado. Dos municípios que têm plano ou política de inclusão, 42,7% contam com um Telecentro montado por iniciativa da prefeitura e 61,8% têm computadores na rede municipal de ensino com acesso à Internet para alunos e professores. Os telecentros são espaços onde há computadores ligados à internet, normalmente em locais de baixa renda, onde há instrutores para orientar a população. A primeira Munic foi divulgada pelo IBGE em 1999 e, desde então, a pesquisa vem sendo realizada anualmente, exceto nos anos de 2000 e 2003. A pesquisa investiga os municípios no que diz respeito à gestão, educação, segurança pública, isenção fiscal e inclusão digital.

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