Contraste do laboratório Enil pode ter feito a 16ª vítima

Mais duas pessoas morreram, uma em Santa Catarina e outra no Maranhão, depois de receberem o contraste Celobar. Com as notificações, sobe para 16 o número de mortes suspeitas de terem sido provocadas pelo uso do medicamento, fabricado pelo laboratório Enila. Outras 58 pessoas apresentam efeitos colaterais graves. Uma equipe da Agência Nacional de Vigilância Sanitária foi hoje para Goiás, Estado que reúne maior número de vítimas: 38 pacientes, com 8 mortes.O chefe da inspeção de fármacos da Anvisa, Murilo Freitas Dias, disse que a hipótese mais provável é de falha na produção do produto. A teoria de que as fortes reações nos pacientes tenham sido provocadas por contaminação bacteriana está praticamente descartada. O lote suspeito de provocar as mortes e efeitos colaterais começou a ser distribuído no mês passado. Dez Estados receberam os 4.620 frascos produzidos. Clínicas, hospitais e farmácias de Goiás ficaram com cerca de 1.600 frascos. Do total, 700 foram recolhidos. A equipe da Anvisa agora trabalha em três frentes. Recolher o maior número possível de frascos, identificar as pessoas que usaram o contraste, descobrir o que provocou a morte dos pacientes. Corpos de todos os pacientes que morreram serão analisados. Até agora, em Goiás, quatro exumações foram feitas. Além da análise das vítimas, a equipe avalia a composição dos contrastes usados. Os resultados dos exames devem ficar pronto dentro de 10 dias.

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