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Contra Renan, manifestantes vão lavar rampa do Congresso

Segundo organizadores, abaixo-assinado já tem mais de 16 mil assinaturas na internet

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

28 de janeiro de 2013 | 13h32

SÃO PAULO - Manifestantes que organizam na internet um abaixo-assinado contra a recondução de Renan Calheiros (PMDB-AL) à presidência do Senado vão fazer, na quarta-feira, 30, uma faxina simbólica da rampa do Congresso - irão lavá-la com vassouras verdes e amarelas e "bastante sabão".

O protesto começará com a instalação de vassouras, baldes e produtos de limpeza, ao nascer do sol, mas a lavagem da rampa está marcada para as 15h. A manifestação está sendo organizada por movimentos anticorrupção de diferentes Estados.

Segundo os organizadores, o abaixo-assinado, lançado na semana passada, já tem mais de 16 mil assinaturas na internet. A iniciativa é um pedido aos senadores para que elejam um presidente ficha-limpa.

Denúncias. Na última sexta-feira, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal uma denúncia contra Renan, em um desdobramento do escândalo que ficou conhecido como "bois de Alagoas".

O caso, que corre sob segredo de Justiça, é o mesmo que levou o parlamentar a renunciar ao comando do Senado, em 2007, para tentar se livrar da cassação de seu mandato de senador. Renan foi acusado de permitir que um lobista de uma empreiteira pagasse suas despesas pessoais, como a pensão da filha que teve em relação extraconjugal com a jornalista Mônica Veloso.

Outra denúncia, publicada pelo Estado na semana passada, mostra que o senador utilizou sua influência na Caixa Econômica Federal e entre correligionários para transformar o Estado natal numa máquina de contratações do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. A Construtora Uchôa, do irmão de Tito Uchôa, apontado como laranja do peemedebista, faturou mais de R$ 70 milhões no programa nos últimos dois anos, segundo a reportagem.

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