Werther Santana/AE
Werther Santana/AE

Contra 'máfia', Russomanno quer igualar empresas de ônibus em SP

Candidado do PRB quer nivelar repasses das passagens para concessionárias e permissionárias

Ricardo Chapola - O Estado de S. Paulo,

31 de agosto de 2012 | 14h23

SÃO PAULO - O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, prometeu nesta sexta-feira, 31, igualar os ganhos das empresas concessionárias e das cooperativas de ônibus da capital. Ele afirmou haver tratamento desigual às administradoras do transporte público, que repassam valores diferentes do preço da passagem às empresas. Para as concessionárias, são repassados R$ 2,30, e para as cooperativas, R$ 1,30.

"O tratamento tem que ser igual. Vamos fazer planilha de custos para ver qual a situação das empresas. Mas se as empresas recebem R$ 2,30, as cooperativas vão receber também", afirmou o candidato, após discursar para funcionários da cooperativa no Jaraguá, zona norte de SP.

Segundo o vice-presidente da cooperativa, Paulo Roberto dos Santos, a empresa opera com 1000 ônibus e 2500 cooperados. O consórcio, o maior de São Paulo, de acordo com Santos, é responsável por 130 linhas na periferia da capital

Russomanno voltou a chamar o sistema de máfia. "Deve haver (máfia) porque, se não, o tratamento seria igual. Se estão cobrando R$ 3 e está pagando R$1,30, onde é que está o resto do dinheiro?", questionou.

Para renovar as frotas de ônibus da cidade, o candidato disse que vai usar recurso internacional, sem que precise utilizar dinheiro do município. Segundo afirmou, os juros são mais baixos. "Existe financiamento internacional para fazer isso a juros baixíssimos. Tem como negociar as melhores taxas de juros. Vamos usar financiamento internacional para mudar a frota. Eu não falei em usar dinheiro público".

Sem condição. Questionado sobre o Bilhete Único Mensal, da lavra de seu adversário, Fernando Haddad (PT), Russomanno criticou a proposta do petista e voltou a disparar que ela não é viável. Haddad propôs criar uma taxa mensal para o Bilhete Único estimada em cerca de R$ 140 para permitir viagens ilimitadas de ônibus ao usuário. "Não comento propostas que não podem ser cumpridas. Não tem", atacou.

Em seguida, questionou Haddad dos custos para implantar o novo sistema de vale transportes. "De onde vai tirar dinheiro para pagar a estrutura? Eu quero saber de onde? ", ironizou Russomanno, para quem um candidato não pode fazer afirmações "falsas em enganosas", como insinuou fazer o petista.

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