Contra Arruda, manifestantes depredam Câmara do DF

Cerca de 500 pessoas invadiram a Casa, quebrando portas, mesas e computadores

Celso Junior,

02 de dezembro de 2009 | 16h13

Portas, mesas e computadores foram depredados por estudantes, sindicalistas e militantes  

 

BRASÍLIA - Manifestantes carregando um caixão invadiram a Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta quarta-feira, 2, em protesto contra as denúncias de corrupção que envolvem o governador José Roberto Arruda (DEM) e o vice Paulo Octávio. Em meio a confusão, computadores, mesas e portas foram danificados.  

 

Ao todo, cerca de 500 manifestantes participaram da invasão, se reunindo durante horas no plenário da Casa. Eles afirmavam que só se retirariam quando sua reivindicação fosse atendida, mas se retiraram no início da noite, apósa leitura dos pedidos de impeachment contra o governador.

 

 Arruda e Octávio são acusados de comandar um esquema de corrupção em que estariam envolvidos também deputados distritais, secretários do governo e empresários.

  

Inicialmente, 150 manifestantes chegaram à Câmara e quebraram a porta principal, de vidro, e a porta do plenário, de madeira. Os dois seguranças que tentavam conter os manifestantes não resistiram. Um deles teria ficado ferido. Após alguns minutos, o número de invasores aumentou consideravelmente, chegando a cerca de 500. Entre eles havia sindicalistas de várias categorias, estudantes e militantes de partidos como o PSOL.

 

Seguranças que tentavam conter os manifestantes não resistiram e cederam à entrada dos invasores

 

Os manifestantes entraram carregando um caixão que, dizem, simbolizava o enterro do governador Arruda. Dentro do caixão, havia um homem com uma faixa em que se lia a palavra "governador". Eles usavam megafones e gritavam "Arruda na Papuda" - uma referência ao principal presídio do Distrito Federal - e "PO no xilindró", em referência a Paulo Octávio.

 

Estudantes que protestaram contra o então reitor da Universidade de Brasília (UnB) Timothy Mullholand, acusado de corrupção, participam do ato. Eles afirmam que ficarão acampados no plenário da Câmara como fizeram na UnB.

 

Além do caixão, os manifestantes depositaram no plenário uma caixa de madeira que dizem ser uma "Caixa de Pandora" (nome da Operação da Polícia Federal que investiga o esquema de corrupção). No objeto, há palavra "DEM" e uma tradução: "Dinheiro escondido na meia".

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