Continua julgamento de acusados da morte de Galdino

Recomeçou nesta manhã o julgamento dos quatro jovens acusados de matar o índio pataxó Galdino Jesus dos Santos. Este é o terceiro dia de julgamento. A primeira testemunha a depor diante da juíza Sandra de Santis foi a médica Maria Célia Bispo, que prestou os primeiros socorros a Galdino, no Hospital Regional da Asa Norte. A médica contou que ao chegar ao hospital o índio respirava bem, estava lúcido e reclamava de dores. Segundo ela, Galdino tinha 85% do corpo com queimaduras de terceiro grau e 10% com queimaduras de segundo grau e já apresentava insuficiência renal. A médica disse que toda a equipe médica sabia que mas cedo ou mais tarde ele morreria Maria Célia Bispo deu uma informação que praticamente destrói o argumento da defesa: Galdino não tinha coberta sobre o corpo. Os quatro rapazes, durante o interrogatório na terça-feira, disseram que queriam fazer apenas uma brincadeira, queimando a coberta que estava sobre o índio. Galdino, conforme a médica, falou que só vestia calça jeans, camisa e chinelo. Por causa da calça jeans, a região do corpo menos atingida pelo fogo foi a genital e a glútea. A médica explicou que a queimadura de terceiro grau atinge todas as camadas da pele e em alguns casos, como Galdino, até a camada de gordura. Ela informou, também, que a queimadura de terceiro grau provoca menos dores porque destrói as terminações nervosas da pele.A médica contou detalhadamente todo o procedimento médico adotado para o índio até que foi registrada a falência múltipla dos órgãos.

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