Conte Lopes defende porte de arma por civis

Eleito sob a bandeira da segurança pública, o futuro vereador Conte Lopes (PTB) disse em entrevista à TV Estadão nesta terça-feira ser favorável à ampliação dos poderes e atribuições da Guarda Civil Metropolitana (GCM) para melhorar a situação da violência em São Paulo. "Não resta a melhor dúvida" de que a GCM precisa ser reforçada, afirmou o vereador eleito. O primeiro passo, segundo ele, é ampliar o contingente atual, de 6 mil guardas, para 15 mil.

AE, Agência Estado

16 de outubro de 2012 | 18h57

Entre outras medidas, Conte Lopes também disse ser necessária a criação de leis que protejam os policiais, uma vez existe uma verdadeira guerra entre os criminosos e as forças de segurança da cidade. "Não podemos viver aterrorizados, o policial não pode ser caçado pelos bandidos. Nas andanças que fizemos por aí, vimos que o policial está com medo. Ele não tem escapatória", declarou.

Conte Lopes também defendeu o porte de arma por parte de civis, mas "dentro das leis". "O Estado não te defende? Por que você não pode se defender?", afirmou, acrescentando que não vê riscos se os portadores de armas de fogo estiverem preparados para usá-las.

O vereador indicou que seu partido apoiará José Serra (PSDB) no segundo turno, mas disse que a urgência das mudanças necessárias para melhorar a segurança pública "independe do partido" que chegar à Prefeitura. Ele afirmou também que, agora que ocupa um lugar na Câmara dos Vereadores, cobrará o governador do Estado, Geraldo Alckmin, pela implementação de mais políticas.

Bancada da bala

Conte Lopes não foi o único dos vereadores que se elegeu sob a bandeira da segurança pública. Além dele, o coronel Paulo Adriano Telhada (PSDB), o quinto mais votado, atuará no legislativo municipal. O vereador do PTB chamou a atenção para o diálogo que os dois e outros vereadores podem manter, formando a "bancada da bala" na Câmara. "Acho que é importante a gente conversar. A situação realmente está crítica em relação à segurança pública. Você não consegue ir em um restaurante, em um cinema. Está um terror", admitiu.

Quanto às propostas para as demais áreas, ele disse que saúde e educação são outras prioridades. O vereador comentou ainda sobre o chamado "kit gay", motivo de polêmica na campanha pela Prefeitura paulistana. Conte Lopes se disse contra a exposição de crianças que ainda não têm "formação sexual" a determinados conteúdos e declarou que, ao seu ver, "ser gay não é bom para ninguém", concluindo que isso é assunto para a análise de psicólogos.

Entrevistas

Conte Lopes recebeu 31.947 votos e integra um grupo de cinco eleitos que exploraram a temática do combate à violência durante a campanha. Ele é ex-deputado estadual e comandou a Rota entre as décadas de 1970 e 1980.

A série da TV Estadão entrevista dez vereadores eleitos em São Paulo. Além do mais votado, Roberto Tripoli (PV), participam nove dos novos vereadores com maior número de votos de cada partido. O primeiro convidado foi Andrea Matarazzo (PSDB). Na quarta-feira, será a vez de Nabil Bonduki (PT).

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