Contadora diz ter visto coisas 'estarrecedoras'

A ex-contadora de Alberto Youssef, Meire Bonfim da Silva Poza, disse nesta quarta-feira, 13, no Conselho de Ética da Câmara que tentou deixar de prestar serviços ao doleiro por três vezes. Ela afirmou também que decidiu falar porque viu coisas que a deixaram "estarrecida" e que a Polícia Federal lhe ofereceu proteção.

RICARDO DELLA COLETTA E DAIENE CARDOSO, Estadão Conteúdo

13 de agosto de 2014 | 13h18

Ela disse que poderá fornecer cópias de parte dos documentos entregues à PF.

Sobre o deputado Luiz Argôlo (SD-BA), que responde a um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética por seu envolvimento com Youssef, Meire disse que ajudou a movimentar "pouco mais de R$ 1 milhão".

Questionada por deputado se tinha conhecimento do comparecimento do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, à sede da GFD, holding das empresas controladas por Youssef, Meire disse que não sabia do caso e que tomou conhecimento da visita do petista pela imprensa. Ela também confirmou que Youssef se hospedou no apartamento do deputado André Vargas (sem partido-PR), que também responde a um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho.

Ela não descartou que o esquema montado pelo doleiro passasse também pela Petrobras e disse que Youssef tinha boas relações com o PT e o PP.

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