Joedson Alves/Estadão
Joedson Alves/Estadão

Contadora diz que Youssef levou malas de dinheiro para OAS

Meire Poza, que trabalhou para o doleiro na GFD falou com a imprensa na saída do Fórum de Curitiba e disse que doleiro enviava e buscava quantias na empreiteira

Julio Cesar Lima, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

04 Fevereiro 2015 | 19h16

Curitiba - A contadora Meire Poza depôs pelo segundo dia consecutivo à Justiça Federal, em Curitiba (PR). O depoimento durou cerca de 30 minutos, e na saída, Meire, que foi arrolada como testemunha de acusação na Operação Lava Jato no caso que envolve a OAS, confirmou a acusação de que o doleiro Alberto Youssef levava malas de dinheiro para a empreiteira.

"Algumas situações de envio de dinheiro eu fiquei sabendo, que Alberto levou dinheiro na OAS e buscava, por conta disso o MP me arrolou, mas eu nunca soube de valores, ele apenas mostrava uma mala e dizia que tinha dinheiro", disse.


Meire também não detalhou as operações e não soube informar o montante de dinheiro, além de ter afirmado que não esteve na OAS. "Nunca fui à OAS, ficava com o Alberto no carro e isso aconteceu uma vez só , em janeiro de 2014", afirmou.

Meire também falou que na empresa GFD, todos sabiam que Youssef era doleiro. "Todos sabiam que ele (Youssef) tinha relacionamento com a UTC, sabia que ele tinha relacionamento, todo mundo sabia que o Alberto era doleiro."

Com relação aos políticos que visitavam o escritório, ela comentou sobre Vargas e Negromonte. "Nunca soube o que Andre Vargas e Mario Negromonte, iam fazer lá, eu não tinha essa condição, mas sabia que eles iam bastante", comentou.

Além de Meire, o delegado da Polícia Federal, Marcio Anselmo, o operador Leonardo Meireles e os executivos da Toyo Setal, Augusto Mendonça e Julio Camargo, também prestaram depoimentos. 

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