Consumidores confiam nos jornais, mostra levantamento

A confiabilidade das informações veiculadas nos jornais brasileiros continua em alta, mas há ameaças pairando sobre esses meios de comunicação. O publicitário Daniel Barbará, da DPZ Propaganda, mostrou nesta terça-feira, no Rio, dados que indicam que 62% dos consumidores pesquisados confiam na informação que lêem no jornal para suas decisões de compra. Por outro lado, os jornais começam a enfrentar fortes desafios, como a queda no hábito de leitura desses produtos, em contrapartida ao aumento do hábito de leitura de notícias na internet; jornalismo se estruturando nas emissoras de rádio FM e, ainda, os investimentos que deverão ocorrer na melhoria da sintonia das emissoras AM. O publicitário também listou, no XX Congresso do Comitê de Tecnologia da Associação Nacional de Jornais (ANJ), os entraves atuais para a expansão dos jornais. Como destaques, citou o problema da má distribuição de renda do País e do pouco tempo disponível nos centros urbanos para leitura, já que as pessoas perdem muitas horas em locomoções entre a residência e o local de trabalho. Segundo ele, a redução do hábito de leitura dos jornais na maior parte das regiões metropolitanas do País está vinculada a essa questão do tempo. Mas há também boas perspectivas. "Temos um cenário muito favorável para o meio jornal nos próximos anos, porque a população de idade mediana, que consiste nos leitores de jornal, tende a crescer muito", disse. Hoje, segundo o publicitário, há 523 jornais diários no Brasil, mas os jornais estão ficando minoritários diante da expansão dos canais de TV - oito redes de televisão aberta e 99 canais de TV paga - e 3.647 empresas de rádio, além de 509 mil sites brasileiros.

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