Consumidor critica reajuste de planos de saúde

O reajuste máximo de 8,71% para os planos de saúde, divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na semana passada, é criticado por entidades de defesa do consumidor.A Fundação Procon de São Paulo e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) defendem reajustes regionalizados. A proposta está em estudo. Segundo a assistente de direção do Procon-SP, Lúcia Helena Magalhães, o impacto do reajuste dos planos será diferente em cada região do País."No Sudeste, ainda temos serviços com maior incorporação de tecnologia, mas em outras regiões não."Como o reajuste é único para todo o País, mesmo oferecendo menos tecnologia a operadora poderá aumentar as mensalidades em até 8,71%. Procon e Idec querem ainda criar mecanismos que garantam maior mobilidade do consumidor de uma operadora para outra.As entidades defendem que o consumidor cumpra carência apenas na primeira vez em que entra num plano de saúde. Depois, deve ter liberdade para mudar de operadora sem ter de cumprir novas carências. "Só assim teríamos um setor concorrente", diz Lúcia. Hoje, mesmo o consumidor insatisfeito acaba preso a carências. É o caso da dona de casa Marilda Parisi, de 60 anos. Ela, o marido aposentado e uma filha têm plano de saúde da Golden Cross há 14 anos. "Os aumentos não correspondem ao serviço prestado", reclama a dona de casa.Por mês, a família já desembolsa em torno de R$ 700 para pagar o plano de saúde. O Hospital do Câncer e o Hospital do Coração, usados com freqüência por Marilda e seu marido, foram descredenciados no início do ano. "Nós dois temos problemas cardíacos. Meu marido teve câncer e precisa de acompanhamento."Marilda diz não ter sido informada pela Golden Cross sobre os descredenciamentos. "Só fiquei sabendo ao ligar para os hospitais." A assessoria de Imprensa da Golden Cross informa que o Hospital do Coração está credenciado apenas para internação, não mais para pronto-socorro e atendimento ambulatorial.O descredenciamento do Hospital do Câncer foi iniciativa do próprio hospital. Segundo a assessoria de Imprensa, os descredenciamentos foram comunicados aos associados por carta que indicava os serviços substitutos. Marilda afirma que recebeu a correspondência só depois dos descredenciamentos.

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