Consultor será o secretário de Finanças de Haddad

O economista Marcos Cruz é o escolhido do prefeito eleito Fernando Haddad (PT) para assumir um dos cargos mais importantes da Prefeitura paulista: o de secretário de Finanças. Tanto assim que o sócio da McKinsey - onde começou a trabalhar com 23 anos - já colocou sua parte na empresa à venda, segundo alta fonte da reconhecida consultoria.

SONIA RACY, Agência Estado

12 de novembro de 2012 | 09h46

O nome de Cruz será anunciado nesta segunda-feira à tarde, juntamente com o de outros cinco secretários que comporão a equipe do prefeito eleito.

O executivo de 37 anos foi indicado por Jorge Gerdau, empresário que, por meio do Movimento Brasil Competitivo, colabora há mais de uma década com prefeituras, Estados e também União, oferecendo programas para tornar a máquina estatal mais eficiente financeiramente, usando técnicas da iniciativa privada adaptadas para a esfera pública. Cruz trabalha com ele.

Na maior parte das vezes, a ajuda do MBC é oferecida por meio de parceria com a Fundação Dom Cabral. Em outras, por meio da McKinsey, como aconteceu com o recente acordo selado entre MBC e o Ministério do Planejamento, da ministra Gleise Hoffmann.

Otimização

A escolha de Cruz, segundo bem informada fonte próxima do consultor, mostra claramente que Haddad pretende enfatizar a otimização dos gastos da Prefeitura.

Diferentemente do atual secretário de Kassab, Mauro Ricardo Costa, Cruz tem currículo focado em gestão. Já Costa fez carreira na Receita Federal e sempre foi focado em aumento de arrecadação. "O que não quer dizer que Haddad vai desprezar coisas como combater sonegação e necessidade de arrecadar mais, mas que sua meta principal será a de melhorar a eficiência da máquina", observa fonte ligada ao processo.

Cruz é conhecido e bastante respeitado em seu meio. E, mesmo não sendo ligado à política, sua família é. Filho do também economista Dominique Cruz, professor aposentado da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e petista ferrenho, Marcos é também sobrinho direto dos irmãos José Roberto e Luiz Carlos Mendonça de Barros, cujos papéis foram cruciais no governo de Fernando Henrique Cardoso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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