Conselho une processos e escolhe aliado de Renan como relator

O presidente do Conselho de Ética define Almeida Lima para a função; ele compôs o trio que relatou o 1º caso

01 de outubro de 2007 | 19h07

O senador Almeida Lima (PMDB-SE) foi designado nesta segunda-feira , 1, como relator das duas últimas representações contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Por decisão do presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB), estes últimos processos foram unificados.   Veja também: Renan diz que acusação acabou como ficção de novela Especial: veja como foi a sessão que livrou Renan da cassação Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  Fórum: dê a sua opinião sobre a decisão do Senado   Aliados de Renan querem ajuda do PT para adiar ações   Mais cedo,  Quintanilha havia dito que  a decisão pela unificação dos dois processos foi possível depois de uma consulta jurídica sobre o assunto.   "A unificação é possível porque as duas guardam conexão entre si, ou seja, o representado é o mesmo (Renan) e também é o mesmo o objeto da denúncia",  explicou o presidente do colegiado.   Pela segunda vez, o senador Almeida Lima foi desginado como relator.Ele foi um dos integrantes da comissão de investigação que relatou a primeira representação contra Renan. No seu parecer final, apresentou voto em separado e recomendava  o arquivamento do caso, que investigava se Renan teria suas contas pessoais pagas por um lobista ligado à construtora Mendes Junior.   Nesta terça-feira, às 10 horas, o Conselho de Ética se reúne para discutir a segunda representação- o "caso Schin"- contra o presidente do Senado.   O relator ,João Pedro(PT), já adiantou que deverá pedir o sobrestamento (paralisação) do caso no Senado, até que a Câmara conclua suas investigações, já que o irmão do senador e deputado federal, Olavo Calheiros (PMDB), também está envolvido na denúncia.   Dois em Um   Nesta única representação, serão investigadas as duas últimas denúncias contra Renan. O terceiro processo contra Renan investiga denúncia de que ele teria comprado, em parceria com o usineiro João Lyra, mas por meio de laranjas e sem declarar à Receita Federal, duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas.   Já a quarta representação pede investigação para apurar denúncias de que o presidente do Senado e o lobista Luiz Garcia Coelho teriam montado um suposto esquema de propinas para desviar recursos de ministérios comandados pelo PMDB.              

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