Conselho retoma sessão, que deve se alongar

A sessão do Conselho de Ética do Senado foi retomada às 13h30, depois de uma interrupção de meia hora convocada pelo presidente, Ramez Tebet, para que os senadores fizessem um lanche. Ao reabrir a sessão, o presidente Tebet deu a palavra ao senador Lauro Campos (sem partido-DF). As indicações são de que a sessão vai se prolongar ainda por várias horas. Pouco antes das 13 horas, ao sair para o intervalo da reunião, o senador Waldeck Ornélas (PFL-BA) disse que está havendo "uma situação irrealista" na reunião de hoje. Segundo ele, o relator, Roberto Saturnino (PSB-RJ), escreveu no parecer que estava pedindo a abertura do processo de cassação, mas durante a sessão de hoje disse que não pediu e que está pedindo a abertura do processo. Ornélas disse ainda que todos os pronunciamentos feitos até então por integrantes do conselho se harmonizam com o voto em separado (relatório alternativo) do senador Paulo Souto (PFL-BA), mas as manifestações são a favor do parecer do relator. Ornelas se queixou também da suposta arbitrariedade com que o senador Ramez Tebet (PMDB-MS) está conduzindo o proceso. Segundo ele, o senador José Roberto Arruda (sem partido-DF) teve "uma atitude digna", ao se declarar impedido de votar no processo em que está envolvido, mas Tebet tomou uma decisão "indigna", ao permitir que seu suplente, Antero Paes de Barros (PSDB-MT), votasse em seu lugar. "Esta questão está sendo conduzida de maneira totalmente irregular, onde o arbítrio está prevalecendo para se fazer um linchamento público em nome da opinião publica", disse. O senador carlista afirmou que não sabe se os advogados do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) irão questionar judicialmente as decisões de Tebet, mas está marcando sua discordância para que isso possa ser utilizado no futuro caso os advogados recorram. A bancadda do PFL irá apresentar um requerimento à Mesa do conselho solicitando que o voto em separado de Paulo Souto seja votado antes do relatório de Saturnino.

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