Conselho recebe mais papéis

Relator pretende concluir processo até fim de agosto

Rosa Costa, O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2028 | 00h00

O Conselho de Ética do Senado informou ontem que não só órgãos do governo de Alagoas e pessoas físicas, mas também empresas suspeitas de serem fantasmas, já encaminharam ao colegiado os documentos solicitados para dar andamento ao processo contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele é acusado de ter quebrado o decoro parlamentar ao aceitar a ajuda do lobista da construtora Mendes Júnior, Cláudio Gontijo, para pagar despesas pessoais.O presidente do colegiado, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), disse que toda a papelada foi enviada aos peritos do Instituto de Criminalística da Polícia Federal, encarregados de aprofundar o laudo sobre operações da venda de gado que, segundo Renan, teriam lhe propiciado renda de R$ 1,9 milhão em quatro anos."Até as empresas fantasmas, a Carnal e a GF, mandaram os documentos", comemorou Quintanilha. Segundo ele, os técnicos do Senado que foram atrás dessas empresas voltaram de Alagoas dizendo que não conseguiram encontrá-las. "E eis que chegou uma correspondência assinada pelos ex-contadores das duas, dizendo que tiveram negócios com Renan", informou. "Os documentos estão chegando no prazo."De acordo com a Secretaria-geral do Senado, os últimos documentos vieram da Superintendência Federal de Agricultura de Alagoas, de pessoas físicas que teriam comprado gado de Renan, da empresa Stop Comercial de Carnes e dos matadouros e frigoríficos Mafrial e Mafrips. Esses dois últimos enviaram notas fiscais do abate de gado de Renan em 2005 e 2007.A seguir esse ritmo, Leomar acha possível concluir o processo até o fim de agosto. Ele lembrou que, depois de concluída a perícia, será aberto prazo de cinco dias para o senador se manifestar. Se isso ocorrer até o dia 20, ele acredita que os três relatores do conselho terão tempo para preparar o parecer final e de submetê-lo aos colegas antes do fim do mês que vem.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.