Conselho político conhecerá 1º as novas medidas econômicas

Os presidentes dos nove partidos da coalizão de governo serão os primeiros a conhecer as medidas na área econômica e de infra-estrutura que o governo está preparando com o objetivo de alcançar o crescimento mínimo de 5% do PIB anual. O compromisso foi assumido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na primeira reunião do Conselho Político da coalizão nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto. "Os partidos da coalizão serão ouvidos, terão presença nas decisões de governo, opinando inclusive sobre essas medidas da área econômica", disse a jornalistas depois do encontro o presidente do PMDB Michel Temer. As medidas serão apresentadas ao Conselho na próxima quarta-feira, às 15h30, e só depois disso divulgadas ao público, informou o ministro das Relações Institucionais Tarso Genro. "Se houver divergências de fundo, elas serão discutidas nessa reunião", disse Genro. Por sugestão de Temer, dentro de 45 dias os partidos vão apresentar ao presidente Lula propostas para as reformas tributária e política. "Nossa reunião não se destinou apenas a tirar uma foto, nós caminhamos para a ação", acrescentou Temer. Em agosto de 2005, numa frustrada tentativa de acordo PT-PMDB, Temer chegou a tirar uma foto comemorativa com Lula, mas acabou permanecendo na oposição. Além dos presidentes do PMDB e do PT, Marco Aurélio Garcia, participaram da reunião com Lula presidentes do PSB, PCdoB, PDT, PP, PR (Partido da República, ex-PL), PV, PRB e o líder do PTB na Câmara, José Mucio (PE). Somados, os dez partidos elegeram 349 deputados que tomam posse em fevereiro, mas nenhum dos membros do conselho político se arriscou a garantir que Lula terá todo esse apoio (mais de três quintos dos votos). "Ainda não fizemos as contas, mas queremos o maior número de votos", disse o ministro Tarso Genro. "Não sei os números, mas seguramente será uma maioria significativa", acrescentou Temer. "A união dos partidos em torno do programa do governo se traduzirá em votos no Congresso". Na primeira reunião ficou estabelecido que o conselho terá uma coordenação rotativa e que não haverá votações internas. "Quando houver divergência de opiniões, vamos procurar sempre o consenso, não a maioria", disse Tarso Genro.

Agencia Estado,

13 Dezembro 2006 | 23h41

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