Conselho pede para médicos de SP não atenderem planos

As entidades representativas dos médicos paulistas decidiram nesta quarta-feira encaminhar a recomendação de suspensão do atendimento de alguns dos principais convênios de saúde no Estado por tempo indeterminado, a partir de 30 de julho. De acordo com informações da Agência Brasil, a decisão não tem ligação com os aumentos das mensalidades de até 81% para os planos anteriores a 1999. Segundo o Conselho de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), a medida visa a obter o reajuste nos repasses da prestação de serviços. Para a consulta, por exemplo, o valor reivindicado é R$ 42. O Cremesp diz que a categoria médica ?não recebe quaisquer reajustes dos planos de saúde há 10 anos?. A Cremesp condena os aumentos abusivos impostos aos segurados e observa que, nos últimos sete anos, os usuários tiveram de arcar com uma alta de 248% nas mensalidades. No mesmo período, dizem, o Índice do Custo de Vida (IVC), medido pelo Dieese, ficou em 72,63%.Os demais estados em que também houve recomendação de suspensão do atendimento, conforme a Cremesp, são Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. O Cremesp lista entre os convênios afetados a Sul América, a Bradesco Saúde e a Golden Cross. Já a nota da Associação Médica Brasileira (AMB) lista também a AGF, a Porto Seguro e a Marítima Seguros.

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