Conselho ouve testemunhas de processos contra senadores

O Conselho de Ética do Senado está tomando nesta quarta-feira depoimentos de outras testemunhas nos processos abertos contra os senadores Magno Malta (PL-ES),Serys Slhessarenko (PT-MT) e Ney Suassuna (PMDB-PB). Os três senadores são acusados de envolvimento com a chamada máfia das ambulâncias, que vendia ambulâncias a preços superfaturados para dezenas de prefeituras que pagavam com recursos liberados por emendas apresentadas por parlamentares ao Orçamento da União.O primeiro a depor nesta quarta-feira - o presidente da CPI Mista dos Sanguessugas, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) - reafirmou os termos de diálogo que teve com Suassuna, em julho. Na época, o peemedebista disse, segundo Biscaia, que "90% dos parlamentares tiram ´uma beirada´ das emendas."Neste momento, o conselho está ouvindo, em sessão reservada, o depoimento de Marcelo Carvalho, ex-assessor de Suassuna. Outro convidado a depor, o deputado Lino Rossi (PP-MT), enviou carta informando que não vai comparecer por estar preparando sua defesa para apresentá-la ao Conselho de Ética da Câmara. Lino Rossi é um dos 72 parlamentares acusados pela CPI de integrar a máfia.Ante a ausência de Rossi, o senador Romeu Tuma (PFL-SP), defendeu que o parlamentar seja convocado pela CPI Mista dos Sanguessugas a dar explicações sobre eventual participação do senador Magno Malta no esquema. Os conselhos de ética, tanto o do Senado quanto o da Câmara, diferentemente das CPIs, não têm poder para convocar testemunhas, só para convidar.Entre as testemunhas que serão ouvidas nesta quarta-feira está Maria da Penha Lino, apontada como braço da quadrilha dentro do Ministério da Saúde, e o genro da senadora Serys, Paulo Roberto Ribeiro, que teria recebido, em nome dela, R$ 35 mil dos integrantes da máfia.

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