Conselho na Câmara prorroga processo contra irmão de Renan

Olavo é acusado no caso Schin; também nesta 3ª , Senado adiou processo contra o presidente licenciado

Agência Câmara

23 Outubro 2007 | 18h38

No mesmo dia em que o Senado Federal decidiu "congelar" o processo contra o presidente licenciado da Casa, o Conselho de Ética da Câmara aprovou a prorrogação, por 90 dias, do processo por quebra de decoro contra o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), irmão de Renan. A medida foi solicitada pelo presidente do conselho, deputado Ricardo Izar (PTB-SP).    Olavo é acusado de participação em fraudes em licitações públicas ocorridas em programas governamentais, entre eles o "Luz Para Todos". Também segundo a representação do PSOL, o deputado teria feito tráfico de influência no governo em favor da fábrica de cervejas Schincariol. Olavo Calheiros e a empresa negam todas as acusações.   O deputado alega que as denúncias fazem parte de um processo de perseguição política.   O processo foi instaurado no dia 8 de agosto, e tem tramitação de 90 dias. O relator é o deputado José Carlos Araújo (PR-BA).     Diligência        Integrantes do Conselho de Ética viajam nesta quarta-feira, 24,  para a cidade de Murici (AL), onde vão conhecer a fábrica de refrigerantes que foi vendida por Olavo Calheiros ao grupo Schincariol. Farão parte da delegação, além do relator José Carlos Araújo, os deputados Dagoberto (PDT-MS), Moreira Mendes (PPS-RO) e Sandes Júnior (PP-GO).   Os deputados vão sair de Brasília às 9h35, e devem chegar em Maceió às 10h50. O embarque de Maceió para Murici acontecerá às 14 horas. Além de fazerem diligência na fábrica da Schincariol, os parlamentares terão audiência às 17 horas com o prefeito da cidade, José Renan Vasconcelos Calheiros Filho. O retorno da delegação acontecerá na quinta-feira (25).     Caso Renan   Também nesta terça, a Mesa Diretora do Senado decidiu suspender a sexta reprentação contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), por supostamente ter beneficiado uma empresa fantasma, por meio de emendas, segundo reportagem do Estado.     Depois de tirar licença de 45 dias da presidência do Senado, Renan pediu na segunda-feira afastamento por 10 dias do mandato, por motivo de saúde. A licença, para fazer exames médicos de rotina, não será somada aos 45 dias. Desde dia 11, quando se afastou da presidência, Renan não aparece no Senado. Havia a expectativa de que voltasse nesta terça para, mais de perto, tentar negociar com colegas a manutenção de seu mandato.   Agora, Renan deve ganhar fôlego e tempo para negociar a preservação do mandato. Seu aliado, o presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), disse que a licença médica pode prejudicar o andamento dos processos, pois poderia dificultar a notificação de Renan para apresentar defesa. "E poderíamos ter, ainda, alguma dificuldade para fazer a notificação dos novos processos", declarou Quintanilha.   O afastamento de Renan desencadeou uma luta sucessória no Senado. O nome mais forte do PMDB para a presidência hoje é o de José Maranhão (PB), que preside a Comissão Mista de Orçamento. Como líderes da oposição se articulam desde a semana passada em torno de uma lista de cinco peemedebistas, a cúpula do partido decidiu entrar no jogo em favor de Maranhão.

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