Conselho deve anunciar relator para 5º processo contra Renan

Presidente do órgão convidou um parlamentar na última quarta-feira, mas preferiu não divulgar seu nome

18 Outubro 2007 | 14h05

O Conselho de Ética do Senado deve anunciar nesta quinta-feira, 18, o nome do relator para o quinto processo contra o presidente licenciado da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), segundo a rádio CBN. Neste processo, Renan é acusado de usar um assessor para espionar senadores da oposição.   Veja também: Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan      Na última quarta, o presidente do conselho, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), informou que havia feito o convite a um parlamentar, que teria concordado com a função.No entanto, preferiu não divulgar o nome do senador.   Também na quarta, oconselho se reuniu para definir o cronograma de trabalho em relação aos quatro processos que Renan responde por quebra de decoro parlamentar. O presidente do conselho queria a entrega dos relatórios até o dia 2 de novembro, mas o relatores pediram que o prazo fosse estendido.   Barganha   Ameaçado de cassação e decidido a salvar o seu mandato, Renan, licenciado por 45 dias, já está negociando a sua cadeira com o governo, o PT e o próprio PMDB. Ele indicou para o Palácio do Planalto que, a depender do desdobramento de seus quatro processos no Conselho de Ética, está disposto a renovar a licença de 45 dias, de forma a permitir que o vice Tião Viana (PT-AC) fique no posto de presidente da Casa até o fim do ano. Tudo para facilitar a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), mas Renan quer, em contrapartida, a bancada do PT alinhada na sua defesa.   A idéia é evitar qualquer movimento que tumultue o ambiente político do Senado, para garantir condições favoráveis ao governo na prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Nesse contexto, o líder do PMDB, Valdir Raupp (RO), declarou ontem, diante dos presidentes e líderes de partidos aliados e de oposição: "Não há renúncia. O Renan tirou licença."   "Eu conversei com Renan e vi que ele está disposto a dar a sua contribuição em duas frentes: na celeridade da apuração das denúncias e na conclusão das votações de interesse do governo, em especial a CPMF", disse Gilvan Borges (PMDB-AP). "A contrapartida é que a base esteja junto dele e o PT feche com ele. Como a oposição deu sinal de que os ataques não param, ele colabora e o governo o ajuda."   A oposição não lançará candidato à sucessão de Renan, caso ele deixe de vez a presidência do Senado. Embora tenham planejado entrar na briga para tomar do governo o comando do Congresso, apoiando um peemedebista independente como os senadores Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS), PSDB e DEM desistiram do confronto.   Ambos reconhecem que é do PMDB a primazia na indicação do candidato, mas impõem condições para evitar contestação. "Não aceitaremos pau mandado nem um nome que rebaixe o Senado. Queremos um presidente altivo, que represente a Casa", insiste o líder do DEM, Arthur Virgílio.

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