Conselho define nesta terça rumo de processos contra Renan

Quarta representação foi aberta na segunda-feira; PSOL deve encaminhar novo pedido na quinta

Estadao.com.br

16 Outubro 2007 | 08h26

O Conselho de Ética reúne-se nesta terça-feira, 16, às 14h, para definir os procedimentos e o cronograma de trabalho a serem adotados para as investigações de três denúncias contra o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Uma quarta foi encaminhada pela Mesa na segunda-feira, 15, a da espionagem.   Veja também: Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  PMDB deflagra corrida para sucessão no Senado 'Nova denúncia contra Renan justifica sua cassação'  Leitura de requerimento no Senado oficializa licença de Renan   PSOL fará 6ª representação contra Renan na quinta  Mesa do Senado mandará 5º processo contra Renan ao conselho   No quarto processo aberto contra o senador alagoano, Renan é acusado de ter pedido a um assessor para espionar os senadores da oposição Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perilo (PSDB-GO). Segundo a denúncia, o objetivo era flagrar os parlamentares em alguma atividade ilegal para, depois, chantageá-los em troca de apoio no Conselho de Ética. A representação foi encaminhada pelo PSDB e o DEM.   O primeiro processo contra Renan foi aberto após suspeitas de que um lobista teria pago despesas de Renan Calheiros, como pensão e aluguel da jornalista Mônica Veloso, com que o senador tem uma filha. Renan foi absolvido pelo Senado.   No segundo processo, Renan é acusado de ter intercedido no INSS e na Receita em favor da Schincariol, que tinha multas com os dois órgãos. Neste caso, o senador João Pedro (PT-AM)pediu a suspensão do processo no Conselho de Ética. Outros dois processos, que ainda não foram julgados pelo Conselho de Ética, envolvem a suspeita de que Renan seria sócio oculto em empresas de comunicação e lobby em ministérios.   Além das cinco representações, Renan pode enfrentar uma sexta. O PSOL deve encaminhar na quinta-feira, 18, novo pedido de investigação. Segundo revelou o Estado no domingo, o senador permitiu o repasse de R$ 280 mil a uma empresa fantasma de um ex-assessor. A verba foi usada na construção de 28 casas em Murici, cidade da família Calheiros.   Mudança de casa   Na última quinta-feira, 11, Renan anunciou licença da presidência do Senado por 45 dias. Apesar de caracterizar como transitório seu afastamento, o senador sinalizou nesta segunda-feira, 15, que nem ele mesmo acredita no seu retorno ao cargo. Ele e sua mulher, Verônica, iniciaram nesta segunda mesmo os procedimentos para deixar a residência oficial, onde estão vivendo desde que ele foi eleito para a presidência.   A vistoria dos bens da casa, localizada no Lago Sul, área nobre de Brasília, já está em curso, como é de praxe ocorrer a cada troca de morador. Renan mesmo disse ao presidente interino, senador Tião Viana (PT-AC), que vai se mudar para o apartamento funcional da família, que nunca foi desativado.   Segundo o jornal Folha de S.Paulo, Renan Calheiros teria dito a amigos que considera sua saída do cargo como definitiva e que agora irá trabalhar para preservar seu mandato ou, pelo menos, seus direitos políticos.

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