Conselho defende fim do contingenciamento de verba da Saúde

Verba deveria ser abolida, já que interrompe serviços e ações para prevenção de doenças, diz coordenadora

Agência Estado

02 de setembro de 2007 | 17h26

O contingenciamento de recursos para programas da área de saúde deveria ser abolido pelo País, uma vez que interrompe serviços e ações para prevenção de doenças, na avaliação da coordenadora da Comissão de Orçamento do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ana Cristina Brasil. Conforme a coordenadora, os R$ 5,7 bilhões contingenciados no início do ano - de um total para a área de R$ 40,638 bilhões previsto no Orçamento Geral da União (OGU) - afetaram programas de prevenção a doenças, como atenção básica, pesquisa em saúde, comunicação e informação. A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, por sua vez, informou que o bloqueio não afetou nenhum programa. De acordo com Ana Cristina, o País deve ainda investir mais na área de atenção especializada e no âmbito da tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ela, os procedimentos na área de fisioterapia, por exemplo, custam R$ 2,36 e a revisão desses valores poderia também evitar a greve de médicos conveniados ao SUS. Nos últimos meses, cirurgiões cardiovasculares e cardiologistas de estados do Nordeste paralisaram as atividades para reivindicar aumento nos preços estabelecidos na tabela. As informações são da Agência Brasil.

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