Conselho de Lula pode propor controle de fluxo de capitais

Há uma tendência nas opiniões dos integrantes que participam do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) de que se peça ao governo controle de fluxo de capitais no Brasil. A informação partiu do ministro Tarso Genro, presidente do conselho, após participar da segunda reunião do Grupo Temático do conselho, "Fundamentos Estratégicos para o Desenvolvimento", que ocorreu hoje no Rio de Janeiro e contou com quase 40 participantes. "Isso não representa a posição oficial do conselho sobre o tema. Mas nas duas reuniões, no Rio e em São Paulo, há tendência que se proponha como um dos fundamentos de um novo pacto social, um determinado controle de fluxo de capitais. Isso não quer dizer uma intervenção estadista. Mas há esta tendência de opiniões", disse. Segundo ele, a proposta de intervenção sugerida nas reuniões é semelhante ao controle de capitais ocorrido recentemente na Argentina.Apesar de considerar que não pode dar sua opinião sobre o assunto, visto que seu papel no conselho é o de gerar consenso, Tarso Genro informou que não é contra nem a favor ao controle no fluxo de capitais pelo governo no Brasil. ?Mas no caso da Argentina, o país não tinha opção. Era um país quebrado. O Brasil não é um país quebrado, tem várias opções. Cada país deve ter o remédio adequado para sua situação", avaliou. O ministro citou ainda outros consensos, observados entre os integrantes da CDES, nas reuniões do grupo temático. "Crescimento econômico por si só não significa desenvolvimento. Devem constituir uma só totalidade. Observei também entre os conselheiros a necessidade de se promover um rebaixamento sustentável da taxa de juros e um modelo de desenvolvimento que contemple não sós os agentes econômicos e produtivos, como os integrantes da sociedade excluídos socialmente das discussões", disse.

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