Conselho de Ética vota nesta 4ª dois processos contra Renan

Serão votados o caso Schin e o que envolve o uso de 'laranjas' pelo senador na compra de emissoras de rádio

Ana Paula Scinocca, do Estadão

12 de novembro de 2007 | 18h57

O presidente do Conselho de Ética, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), marcou para esta quarta-feira, 14,  a votação de dois dos três processos contra o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que tramitam no órgão. "Vou adiantando tudo o que tem", afirmou, referindo-se à apreciação das representações que tratam de suposto favorecimento da Schincariol por meio de Renan e a da compra de duas rádios e um jornal com uso de laranjas. Os processos são relatados, respectivamente, pelos senadores João Pedro (PT-AM) e Jefferson Peres (PDT-AM).   Veja também:   Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan    Caso o cronograma estabelecido por Quintanilha seja mantido, faltará, por enquanto, apenas a conclusão do processo relatado por Almeida Lima (PMDB-SE), que trata da suposta coleta de propina, a mando de Renan, em ministérios chefiados pelo PMDB. Almeida Lima não havia notificado Renan até ontem, mas acredita que "não demora muito" para concluir seu trabalho. Ele já adiantou, porém, que vai propor o arquivamento da denúncia.   Nesta segunda, o presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), afirmou que se confirmada a votação dos processos contra Renan no Conselho de Ética essa semana "não fará objeção" para que eles sejam apreciados no Plenário no dia 22. Os processos só vão a plenário se pedirem a cassação de Renan. Antes disso precisam ser aprovados no conselho. Nos bastidores, é dado como certo que apenas Jefferson Peres vai pedir a cassação de Renan. O próprio relator, no entanto, não quer antecipar seu voto. Mas já deu sinais de que considera que Renan faltou com o decoro parlamentar.   Nesta terça, Peres ouve as três últimas testemunhas para concluir seu relatório. A partir das 10 horas, o senador vai colher os depoimentos de Sérgio Luiz Ferreira, ex-diretor de O Jornal - veículo supostamente comprado por Renan em sociedade com o usineiro João Lyra -, Nazário Pimentel, ex-dono de O Jornal, e do governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB). O tucano foi arrolado como testemunha de Renan.   Além dos dois processos e da representação relatada por Almeida Lima, um quarto processo está á espera de relator no conselho contra Renan. Ele trata da suposta espionagem ordenada pelo peemedebista contra senadores de Goiás. Em maio, Renan foi acusado de ter suas despesas pessoais pagas pelo lobista Cláudio Gontijo. Ele foi condenado no conselho, mas absolvido no plenário.

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