Conselho de Ética suspende votação de processo contra Renan

Quintanilha vai aguardar decisão da Mesa sobre quais processos podem ser discutidos e votados em única sessão

Cida Fontes

18 de setembro de 2007 | 19h26

O presidente do Conselho de Ética, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO) cancelou a reunião do colegiado, que discutiria nesta quarta-feira o processo em que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) é acusado de interferir a favor da Schincariol para quitar dívidas da cervejaria junto ao INSS. A votação foi adiada para a próxima quarta-feira, 26.   Veja Também:    Especial: veja como foi a sessão que livrou Renan da cassação Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  Fórum: dê a sua opinião sobre a decisão do Senado     Quintanilha irá aguardar a decisão da mesa do Senado que se reúne na quinta-feira para saber quais os processos serão encaminhados ao Conselho contra Renan e se, regimentalmente, podem ser discutidos e votadas em uma única sessão.   Nesta terça, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) propôs que o Conselho de Ética suspendesse a votação dessa representação contra Renan. Mercadante defende que as representações contra o presidente do Senado, ainda pendentes de avaliação da mesa do Senado, sejam unificadas.   A quarta representação contra Renan baseia-se nas denúncias feitas pelas revistas Veja e Época, apontando que o esquema de propinas funcionava com a ajuda de um grupo de aliados do PMDB, de maneira a beneficiar o banco BMG e demais instituições financeiras interessadas em receber concessão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para operar com empréstimos consignados a aposentados da Previdência.   Renan e o lobista Luiz Coelho, segundo as duas revistas, teriam atuado também em conjunto na tentativa de fraudar negócios com o fundo de pensão Postalis, dos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.   Outras representações     Outras três representações contra o presidente do Senado já foram encaminhadas pela Mesa do Senado ao Conselho de Ética.   A primeira, protocolada também pelo PSOL, visava a apurar se Renan tinha parte de suas despesas pessoais pagas por um funcionário da construtora Mendes Júnior. O conselho aprovou relatório sobre esse processo sugerindo a perda de mandato do senador, mas o plenário absolveu Renan das acusações.   O relatório do segundo processo, para investigar se Renan teria praticado tráfico de influência em favor da cervejaria Schincariol, pode ser analisado ou sobrestado na sessão do Conselho marcada para esta quarta.   O terceiro processo, originado em uma representação assinada pelo DEM e pelo PSDB, é para investigar se Renan teria comprado duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas em parceria com o usineiro João Lyra, mas por meio de laranjas e sem declarar à Receita Federal - esta representação aguarda a escolha do relator no Conselho de Ética.

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