Conselho de Ética suspende votação de cassação de Suassuna

O presidente do Conselho de Ética do Senado, senador João Alberto (PMDB-MA), suspendeu na manhã desta quarta-feira a reunião em que seria votado o relatório sobre o suposto envolvimento do líder licenciado do PMDB, Ney Suassuna, no esquema da máfia das ambulâncias. Por falta de quórum, a votação foi adiada para o próximo dia 22. Mesmo com vários senadores na Casa, o presidente do conselho negou que houvesse uma ?operação abafa? para que o processo não seja votado nesta legislatura e seja arquivado, já que Suassuna não foi reeleito. Caso isso aconteça, ele não perde os direitos políticos por oito anos e pode concorrer a um novo cargo nas próximas eleições.O relator do processo contra Suassuna, senador Jéferson Peres (PDT-AM), disse que não participou de nenhuma reunião para tratar do adiamento da votação, mas que há indícios de acordo entre senadores para a não-votação do processo. ?Obviamente que o esvaziamento é um indício forte de que houve um acordo, mas espero que seja um acordo apenas para adiar. Se for para não votar nunca, aí será péssimo?.Segundo Demóstenes Torres (PFL-GO), outro senador presente na reunião que foi cancelada, a existência da operação abafa ?afunda de vez a credibilidade do Senado?. No mesmo dia em que está prevista a votação do processo contra Suassuna, deverá ser lido o relatório do processo contra a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT). Antes, no dia 20, os senadores devem ouvir o senador Magno Malta (PL-ES). Os três são investigados pelo Conselho de Ética sob a acusação de envolvimento no esquema de venda superfaturada de ambulâncias. Na reunião desta terça seriam votados dois outros relatórios. Um do senador Wellington Salgado (PMDB-MG), que defende que Suassuna seja apenas punido com uma advertência verbal, e outro do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que quer que Suassuna seja totalmente isento de culpa.Colaborou Rosa CostaEste texto foi alterado às 14h48 para acréscimo de informação

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