André Dusek|Estadão
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Conselho de Ética se reúne para apresentação de relatório contra Cunha

Documento lido por Fausto Pinato na sessão pede admissibilidade do processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Câmara

Daiene Cardoso e Daniel Carvalho, O Estado de S.Paulo

24 Novembro 2015 | 15h08

Atualizada às 15h27

BRASÍLIA - Com plenário cheio, o deputado Fausto Pinato (PRB-SP) apresentou na tarde desta terça-feira, 24, o parecer prévio que pede a continuidade do processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Conselho de Ética.

Tenso, Pinato leu o documento, entregue minutos antes aos deputados. No relatório preliminar, ele fala em configuração, em tese, de recebimento de vantagens indevidas e indícios de corrupção passiva e crime de lavagem de dinheiro. Pinato lembrou o depoimento do delator na Operação Lava Jato Júlio Camargo, que relatou o suposto pagamento de US$ 5 milhões em propina e destacou que Cunha disse à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras que não tinha qualquer tipo de conta bancária no exterior.

A sessão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados começou no início da tarde desta terça-feira. O encontro acontece após uma tentativa de reunião na semana passada, quando aliados de Cunha manobraram para evitar que o parecer prévio fosse lido.

A sessão da última quinta-feira, 19, chegou a ser cancelada mas, diante da revolta que se estabeleceu na Casa, a decisão da presidência da Câmara foi revogada. Diferentemente da sessão passada, a reunião desta terça começou com apenas sete minutos de atraso e com um quórum superior à presença mínima de 11 conselheiros (15 deputados nesta tarde). Também está presente o defensor do peemedebista, o advogado Marcelo Nobre.

Na última quinta-feira, os aliados de Cunha alegaram que a reunião havia começado com 50 minutos de atraso e que, desta forma, não deveria sequer ter sido aberta. Eles argumentaram que, passado 30 minutos de espera, o presidente José Carlos Araújo (PSD-BA) deveria encerrar os trabalhos alegando falta de quórum.

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