Conselho de Ética ouvirá Luiz Antonio Vedoin nesta terça

O Conselho de Ética da Câmara marcou para esta terça-feira audiência com Luiz Antônio Vedoin, um dos sócios da Planam, empresa acusada de envolvimento no esquema de compra superfaturada de ambulâncias com recursos do Orçamento. O processo no Conselho de Ética foi aberto contra 67 deputados apontados pela CPI dos Sanguessugas por envolvimento no esquema.Dos deputados mencionados, cinco foram reeleitos. O presidente da CPI, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), espera concluir pelo menos seis processos até o final do ano. Os processos de parlamentares que não foram eleitos e que não serão finalizados, deverão ser encaminhados ao Ministério Público.Ainda nesta semana, segundo informação da Agência Câmara, o conselho ouvirá três parlamentares acusados. O primeiro a depor, nesta quarta-feira, será o deputado João Correia (PMDB-AC). Envolvimento de VedoinLuiz Antonio Vedoin estava preso em Cuiabá, pela segunda vez, desde o dia 15 de setembro, quando foi descoberta pela Polícia Federal a tentativa de compra do dossiê. Ele foi detido sob acusação de ocultar documentos e vender material que seria usado para ´chantagear pessoas´, segundo a Justiça. O dossiê seria vendido aos petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha, presos em 15 de setembro pela Polícia Federal com o R$ 1,75 milhão que seria usado na negociação. Dos envolvidos, apenas Luiz Antonio continuava preso. Segundo a PF, Luiz Antonio preparava-se para embarcar ao lado do primo para São Paulo com uma fita de vídeo, um DVD, uma agenda e seis fotos relacionadas às investigações da máfia dos sanguessugas.Filho de Darci Vedoin, também dono da Planam, Luiz Antonio já havia sido preso por meses depois que a PF desencadeou a Operação Sanguessuga, em maio deste ano. Após negociar benefícios em troca de colaboração nas investigações, ele havia sido posto em liberdade. Entenda o casoO episódio do caso dossiê começou há 51 dias. Em 15 de setembro, a Polícia Federal prendeu em Cuiabá um dos donos da Planam, Luiz Antonio Vedoin, e seu tio Paulo Roberto Trevisan, que estavam negociando a venda de informações contra os candidatos tucanos José Serra (ao governo de São Paulo) e Geraldo Alckmin (à Presidência da República). Depois da prisão de Vedoin e Trevisan, a PF de Mato Grosso avisou a de São Paulo, que horas depois prendeu na capital outros dois integrantes do esquema, os petistas Valdebran Padilha e Gedimar Passos. Eles estavam com parte dos R$ 1,75 milhão que seriam usados na compra do material pelo PT. Gedimar disse à Polícia que o mandante da operação era Freud Godoy, ex-assessor especial da Presidência. Mas, relatório parcial da PF aponta Jorge Lorenzetti, ex-coordenador do setor de inteligência da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, como mentor da ´negociação´. Durante as investigações, outras figuras próximas ao presidente aparecem no caso: Ricardo Berzoini, ex-coordenador de campanha de Lula e ex-presidente nacional do PT; Hamilton Lacerda, ex-assessor de Aloizio Mercadante; Expedito Veloso, do Banco do Brasil; Oswaldo Bargas, ex-Ministério do Trabalho. O chamado dossiê Vedoin continha um CD, fotos e alguns documentos envolvendo os dois tucanos na máfia das ambulâncias - esquema liderado pela Planam, que vendia ambulâncias superfaturadas a prefeituras de todo o Brasil. As irregularidades deste caso foram descobertas meses antes pela PF e chegaram a movimentar R$ 110 milhões com o envolvimento de funcionários Colaborou Agência Brasil

Agencia Estado,

06 de novembro de 2006 | 14h39

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.