Conselho de Ética ouve testemunhas escolhidas por relatores

Com o depoimento dos chefes da máfia dos sanguessugas e donos da Planam, Darci Vedoin e Luiz Antonio Vedoin, o Conselho de Ética do Senado começa nesta terça-feira a ouvir as testemunhas escolhidas pelos relatores dos processos contra os três senadores acusados pela CPI de envolvimento com o esquema. São eles, além de Ney Suassuna (PMDB-PB), Serys Slhessarenko (PT-MT) e Magno Malta (PL-ES). O presidente do conselho, senador João Alberto (PMDB-MA), quer que os depoimentos sejam abertos. Mas o advogado dos Vedoin avisou que seus clientes vão falar em sessão fechada. Substituto de Suassuna na liderança do PMDB, o senador Wellington Salgado (MG) indicou a si próprio para o cargo de titular do conselho de ética. Ele ocupa a vaga aberta com a ida de Hélio Costa para o Ministério das Comunicações.Wellington foi o único voto contrário à aprovação do relatório da CPI dos Sanguessugas que denunciou 72 parlamentares - três senadores, entre os quais Suassuna, e 69 deputados. Wellington foi ainda escolhido pelo PMDB para ocupar a presidência da Comissão de Educação, mesmo sendo dono de uma rede de ensino superior, com estabelecimento em vários Estados.Para as duas vagas de suplente do conselho, ele indicou os senadores Leomar Quintanilha (PCdoB-TO) e Geovani Borges (PMDB-AP), irmão e suplente de Gilvan Borges, que se licenciou para coordenar a campanha à reeleição do senador José Sarney (PMDB-AP).Para quarta-feira, estão marcados os depoimentos do presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ); do deputado Lino Rossi (PT-MT), da ex-assessora do Ministério da Saúde, Maria da Penha Lino, do ex-assessor de Suassuna, Marcelo Carvalho, e do genro as senadora Serys, Paulo Roberto Ribeiro, acusado por Luiz Antonio Vedoin de receber R$ 35 mil em troca de emendas apresentadas por ela para compra de ambulâncias superfaturadas.

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