Conselho de Ética não encontra deputado acusado de extorsão

O deputado André Luiz (PMDB-RJ), acusado de tentar extorquir R$ 4 milhões do empresário de jogos Carlos Cachoeira, resolveu ganhar tempo e não foi encontrado hoje pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar para receber a notificação da Câmara e apresentar sua defesa. Segundo o presidente do Conselho, deputado Orlando Fantazzini (PT-SP), André Luiz foi procurado por duas vezes - em sua residência em Brasília e no gabinete da Câmara -, mas informaram que ele tinha viajado. O deputado Gustavo Fruet (sem partido-PR) foi escolhido para ser o relator do processo aberto pela Câmara contra o deputado para investigar a veracidade da denúncia de extorsão.Apesar da tentativa de ganhar tempo, o processo de André Luiz no Conselho de Ética deverá andar rápido. Dos 15 integrantes do Conselho, quatro fizeram parte da comissão de sindicância da Câmara que aprovou, por unanimidade, relatório da deputada Iriny Lopes (PT-ES) pela cassação de André Luiz. Iriny foi categórica ao afirmar que as provas colhidas "demonstram de forma inequívoca que André Luiz exigiu o pagamento de valores a fim de influenciar, modificar ou alterar o resultado final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Loteria do Rio de Janeiro". Se André Luiz resolver renunciar agora ou for cassado pela Câmara ficará inelegível até 2015.

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