Conselho de Ética instaura processos contra 67 deputados

O presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), instaurou na manhã desta terça-feira, 22, os processos de cassação contra 67 deputados acusados pela CPI dos Sanguessugas de suposto envolvimento com a máfia das ambulâncias. Dos 69 parlamentares denunciados no relatório da CPI dos Sanguessugas, dois renunciaram para escapar o processo de cassação: Coriolano Sales (PFL-BA) e Marcelino Fraga (PMDB-ES).Ele anunciou, também, que a renúncia dos outros deputados que foram listados pela CPI, Coriolano Sales (PFL-BA) e Marcelino Fraga (PMDB-ES), foram publicadas no Diário do Congresso desta terça.Ao instaurar os processos, Izar afirmou que nos dias 4 e 5 de setembro serão sorteados e escolhidos os respectivos relatores. O conselho tem 15 titulares e 15 suplentes, mas o presidente e o corregedor não podem relatar.Novo procedimentoO presidente do Conselho de Ética também afirmou que iniciará notificação dos acusados, de acordo com a seguinte sistemática: procurar o deputado pessoalmente; caso não seja encontrado, entregar a notificação ao funcionário do gabinete.No caso de negativa do recebimento, determinar uma data e hora para notificar o deputado acusado. Se ainda assim não for possível, a última alternativa será enviar telegrama anunciando que a notificação será publicada no Diário do Congresso, por meio de edital.Esses procedimentos serão adotados para impedir o que ocorreu na época dos acusados de envolvimento com o mensalão, quando alguns deputados evitavam ser notificados para atrasar o julgamento dos processos.Izar também anunciou que o deputado José Otávio Germano (PP-RS) será o relator dos processos de cassação dos deputados B.Sá (PSB-PI) e Domiciano Cabral (PSDB-PB), que está licenciado. Os dois são acusados de suposto recebimento de propina em troca da liberação de dinheiro de orçamentos para obras executadas por empreiteiras. Gravação de conversas telefônicas pela Polícia Federal teriam flagrado esses esquema.

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