Conselho de Ética instaura processo contra Jaqueline

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instaurou hoje um processo disciplinar contra a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) que pode levar à cassação da parlamentar. Jaqueline foi flagrada em gravação de 2006, divulgada em primeira mão pelo portal Estadão.com.br, recebendo um pacote de dinheiro do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa.

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

23 de março de 2011 | 15h40

O relator do caso será o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP). Promotor de justiça de carreira, o tucano tem um histórico de rigor em casos semelhantes. Ele já participou de dois processos contra parlamentares que tinham cometido crimes anteriores ao mandato: Hanna Garib e Pinheiro Landim. Em ambos os casos houve investigação. Garib foi cassado e Landim renunciou.

Em 2006, Sampaio foi o responsável pelo relatório que levou à cassação de Pedro Corrêa dentro do escândalo do mensalão do PT. Na ocasião, ele recomendou a cassação do colega por ter encontrado prática de caixa dois. Jaqueline Roriz, em sua única manifestação sobre as imagens até agora, alegou justamente que o dinheiro recebido de Durval era para caixa dois de campanha.

Com a instauração do processo, o Conselho tentará agora notificar a deputada. Serão feitas três tentativas em seus endereços. Se ela não for encontrada, haverá a tentativa de marcar uma hora para a notificação. Caso também isso não seja possível, a notificação será por edital. Após a notificação, Jaqueline Roriz terá um prazo de cinco sessões ordinárias para apresentar sua defesa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.