Conselho de Ética da Câmara volta ao trabalho

Depois de 25 dias de convocação extraordinária do Congresso, somente hoje o Conselho de Ética da Câmara volta ao trabalho, com o objetivo de acelerar a discussão dos pedidos de cassação de deputados acusados de receber mensalão. O presidente do Conselho, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), pretende ouvir até sexta-feira oito testemunhas para concluir quatro processos em discussão: dos deputados Pedro Correia (PP-PE), Roberto Brant (PFL-MG), Professor Luizinho (PT-SP) e Walderval Santos (PL-SP). Pela previsão de Izar, na próxima semana, quando o plenário estará em funcionamento, será possível iniciar as votações, começando provavelmente pelo processo contra Pedro Correia, presidente nacional do PP.O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), espera contar com a presença de mais deputados esta semana. Nos últimos dias, o Congresso esteve entregue aos turistas, apesar de a convocação ter custado quase R$ 100 milhões aos cofres públicos e ter beneficiado os parlamentares com mais dois salários extras. Apenas alguns integrantes da CPI dos Correios estiveram em Brasília. Além do Conselho de Ética, a Comissão Mista de Orçamento deve retomar suas atividades esta semana. A cúpula do PFL marcou também para amanhã uma reunião para avaliar a convocação e as ações do governo, sobretudo a operação tapa-buracos que começa hoje em 22 Estados.A CPI dos Correios terá uma semana agitada. A Sub-relatoria de Normas deCombate à Corrupção vai ouvir amanhã o presidente do Conselho de Controle deAtividades Financeiras (Coaf), Antônio Gustavo Rodrigues, que daráinformações sobre movimentações financeiras suspeitas da empresa SMP&B, dopublicitário Marcos Valério. À tarde, está previsto o depoimento do diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro do Banco Central (Dinor-Bacen), Sérgio Darcy da Silva Alves, para esclarecer os parlamentares sobre a lei atual que coíbe a lavagem de dinheiro do País.Também nesta terça-feira, a Sub-relatoria de Resseguros do Brasil (IRB) agendou três depoimentos: Ernesto Tzirulnik, da Companhia Fiação e Tecidos Guaratinguetá; Carlos Murilo Goulart Barbosa Lima, do IRB; e Alessandro Serafin Octaviani Luis, da Companhia de Seguros Aliança da Bahia. Na quarta-feira (11), serão ouvidos Carlos Campolina, da Usiminas, e Rodrigo Botelho Campos, de Furnas, sobre supostas denúncias de corrupção nas empresas.A Sub-Relatoria de Fundos de Pensão também estará reunida para ouvir Magdadas Chagas Pereira e Pedro Evandro Ferreira, ambos diretores financeirosda Prece Previdência Complementar, sobre indícios de operações financeirasirregulares naquela empresa. No dia seguinte, será a vez de outros doisfuncionários da Prece: Pedro José Mercador Mendes e Ricardo Afonso dasNeves Leitão.

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