Conselho de Ética adia decisão sobre cassação de Paulinho

Deputada do DEM pediu vistas e relatório pró-cassação deve ser votado no órgão na próxima semana

Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo,

26 de novembro de 2008 | 17h12

O Conselho de Ética da Câmara suspendeu na tarde desta quarta-feira, 26, a discussão do relatório em que o deputado Paulo Piau (PMDB-MG) pede a cassação do mandato do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, acusado de envolvimento em esquema de desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A discussão foi suspensa por dois dias, em razão da apresentação de um pedido de vistas pela deputada Solange Amaral (DEM-RJ), e só será retomada pelo conselho na próxima semana.   Veja Também:  Entenda a Operação Santa Tereza   O relatório que pede a cassação foi apresentado nesta quarta e, agora, os deputados devem decidir se abrem ou não o processo. Se a cassação do deputado for aprovada no conselho, ainda terá de ser votada no plenário da Câmara.  Segundo a Agência Câmara, o relator afirmou, que "o representado era figura proeminente no esquema fraudulento, seja como seu 'animador' em altas esferas do Estado brasileiro, seja como nome de referência nos contratos efetuados pelos membros do grupo".   Paulinho é apontado pelos federais como "beneficiário" da partilha de recursos do banco estatal. Além disso, caiu em grampo telefônico discutindo com alvos da Santa Tereza "formas de desqualificar a investigação", conforme o Estado revelou em maio. O fato, à época, foi o suficiente para que o corregedor da Câmara, Inocêncio de Oliveira (PR-PE), pedisse sua cassação. "Ele não poderia usar o mandato para pressionar A, B ou C. O telefonema foi um momento muito infeliz", afirmou.   A partir do relatório, o plenário do conselho tem o prazo de cinco sessões para apreciá-lo, o que já empurraria a decisão para 2009, quando possivelmente o parecer será submetido ao plenário da Câmara, em votação secreta. Lá, são necessários os votos de 257 dos 513 deputados para cassar o mandato de um parlamentar.   (Com Agência Brasil)

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