Conselho de Ética abre processo de cassação contra Paulinho

Presidente do conselho diz que deputado não pode mais renunciar; Paulinho afirma que vai se defender

Christiane Samarco, de O Estado de S.Paulo,

03 de junho de 2008 | 15h53

O Conselho de Ética da Câmara instalou às 15h30 desta terça-feira, 3, processo de cassação contra o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, acusado de envolvimento em esquema de desvio de dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Paulinho nega qualquer envolvimento no caso e descarta renúncia. O processo pode levar à cassação de seu mandato. O presidente do conselho, Sergio Moraes (PTB-RS), disse que o prazo para a renúncia terminou no início da sessão.  Veja também:Conselho de Ética abre processo disciplinar contra PaulinhoProcesso 'é ótimo' para eu me defender, diz PaulinhoEntenda o esquema de desvio de verbas do banco estatal Grupo aliado aconselha Paulinho da Força a renunciar  As duas representações contra o deputado - uma do corregedor-geral da Câmara, deputado Inocêncio de Oliveira (PR-PE), e outra do PSOL - foram agrupadas. Paulinho tem a partir de agora prazo de cinco sessões para apresentar sua defesa e o relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), dispõe de 90 dias para apresentar o parecer, prorrogáveis por mais 90. "Espero concluir o relatório no menor prazo possível e já na próxima semana ouvir o acusado", disse Piau. Após a abertura do processo, Paulinho disse que achou "ótimo". "É tudo o que a gente queria. Ter a oportunidade de me defender", declarou. Ele reafirmou que a denúncia contra ele é "uma armação política". Sem mencionar nomes, Pereira da Silva afirmou que há empresários e políticos "poderosos" por trás da denúncia. Disse que ainda está recolhendo informações para ter provas da suposta armação. "Vou poder explicar à sociedade brasileira essa armação política contra mim, (feita) por causa da minha atuação em defesa dos trabalhahdores", declarou. O deputado fez as declarações em entrevista após um encontro com o presidente do Senado, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). Na reunião, Pereira da Silva e representantes de diversas centrais sindicais pediram a Garibaldi rapidez na votação do projeto que reduz a jornada de trabalho - de 44 horas semanais para 40 horas. A audiência com Garibaldi foi parte de um movimento que as centrais sindicais têm feito em vários pontos do País, nos quais recolheram 1,575 milhão de assinturas a favor da redução da jornada de trabalho.   Texto ampliado às 17h45 var keywords = "Operação Santa Tereza; BNDES";

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