Conselho da Petrobrás avaliará auditorias internas de obras da Lava Jato

Conselho da Petrobrás avaliará auditorias internas de obras da Lava Jato

Conselheiros da estatal discutem no próximo dia 12 de dezembro os resultados de apurações sobre obras de Abreu e Lima e Comperj; análise da auditoria de Pasadena levou à perda de cargos de chefia dos envolvidos

Fernanda Nunes , O Estado de S. Paulo

27 de novembro de 2014 | 19h11


Rio - Os membros do conselho de administração da Petrobrás devem avaliar o resultado de pelo menos dois relatórios de auditorias internas na próxima reunião, no dia 12 de dezembro, informou nesta quinta-feira, 27, o vice-presidente da Fundação Getulio Vargas (FGV), Sérgio Quintella, um dos integrantes do órgão. As auditorias poderão apontar providências a serem tomadas, como punições aos empregados por irregularidades em contratos da estatal.

Medida semelhante foi tomada na última reunião, no dia 17, quando foi analisada o resultado e as indicações da auditoria interna relativa à compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Foi concluído que um grupo de funcionários não cumpriu os métodos previstos em regulamento interno para fechar o negócio com a belga Astra Oil. Eles perderam os cargos de chefia e, agora, uma comissão interna vai avaliar se serão exonerados.

Quintella, que também preside o comitê interno de auditoria da Petrobrás, adiantou que, dessa vez, serão levadas à reunião as auditorias relativas a contratos fechados para a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Os dois projetos são alvos de investigação da Polícia Federal na Operação Lava Jato.

É possível ainda que uma terceira auditoria seja avaliada na próxima reunião do conselho, afirmou Quintella. Apesar disso, ele não soube informar o tema dessa auditoria.

A pauta da reunião da Petrobrás será extensa, ressaltou o vice-presidente da FGV. No mesmo dia, os conselheiros da estatal irão analisar o resultado financeiro da empresa referente ao terceiro trimestre de 2014. A previsão é de que a Petrobrás divulgue nesse dia o balanço, ainda sem o aval da auditora PricewaterhouseCoopers (PwC).

Após participar de lançamento dos Cadernos FGV Energia, Quintella elogiou a criação de uma diretoria na estatal para fiscalizar as práticas de governança corporativa, mas disse que a medida poderia ter sido tomada há mais tempo. Na última terça-feira, a Petrobrás anunciou a criação da Diretoria de Governança, Risco e Conformidade, em resposta às denúncias na Lava Jato.

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