Conselho arquiva processo contra deputado citado na Navalha

Relator diz que não há provas de que Paulo Magalhães teria atuado em favor da Gautama, pivô do escândalo

Agência Câmara

16 Outubro 2007 | 17h00

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara decidiu nesta terça-feira, 16,  por unanimidade, arquivar a representação do PSOL contra o deputado Paulo Magalhães (DEM-BA), sobrinho do senador Antonio Carlos Magalhães, que morreu em julho, acusado na Operação Navalha, da Polícia Federal, que descobriu um esquema de desvio de verbas e fraudes de obras do governo.       O relator da matéria, Moreira Mendes (PPS-RO),  afirmou que a representação é "abusiva e leviana" por não haver provas de que Paulo Magalhães teria atuado em favor da empreiteira Gautama, investigada por fraude em licitações pela Operação Navalha, da Polícia Federal.    "Os diálogos interceptados estão longe de ser conclusivos para afirmar que teria ocorrido o pagamento de R$ 20 mil ao deputado", comentou. "A entrega de algo denominado material não significa necessariamente dinheiro."   A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon teria informado ao relator que não recordava o nome de Paulo Magalhães nas gravações revisadas por ela. Os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) também negaram a acusação de que Paulo Magalhães tentara pressioná-los para favorecer obras da Gautama.   Operação Navalha   No dia 17 de maio, a Operação Navalha, da Polícia Federal,  prendeu 47 pessoas suspeitas de fraudes e licitações em obras públicas. O empresário Zuleido Veras, dono da construtora Gautama,  é considerado o chefe da máfia das obras. Ele e seu filho, Rodolpho Veras, foram presos durante a operação.   Além deles, foram presos também políticos como o ex-governador do Maranhão, seu filho e dois sobrinhos do governador atual do Estado, Jackson Lago.   O ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, renunciou após ser acusado de receber propina de R$100 mil da construtora.

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