Conselho aprova relatório que pede cassação de ACM

O Conselho de Ética do Senado aprovou na noite desta terça-feira, por oito votos a sete, o relatório do senador Geraldo Mesquita (PT-AC), que pede a abertura de processo de cassação do mandato do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). ACM é acusado de ser o mandante do esquemade escuta telefônica ilegal montado pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia. O PFL tentou, até o último instante, salvar omandato do senador baiano, mas não conseguiu.Com o pedido de cassação aprovado pelo Conselho, o processo vai agora para a Mesa Diretora do Senado, que poderá ou não acatar a medida. São sete os integrantes da Mesa, mas o presidente daCasa, José Sarney (PMDB-AP) só vota para desempatar, se for o caso.A tendência da Mesa é de arquivar o processo, mas a oposição recorrerá ao plenário. Se o processo for aceito, pela Mesa ou pelo plenário do Senado, o caso será encaminhado de volta ao Conselho de Ética e depois passará pela Comissão de Constituição e Justiça. A votação definitiva sobre a cassação de mandato ocorrerá no plenário em votação secreta.Apesar da tentativa de livrar o senador baiano, o PFL fracassou na sua estratégia. Logo no início, o senador Paulo Octávio (PFL-BA), apresentou um relatório defendendo o arquivamento do caso. A tese, no entanto, não contou com o apoio do PSDB, que concordava apenas em aplicar uma pena mais branda para ACM. Mas senadores pefelistas não aceitavam nem mesmo a suspensão temporária do mandato e, por isso, perderam o apoio dos tucanos.Esta seria a única chance de Magalhães para evitar a aprovação do relatório do senador Geraldo Mesquita (PSB-AC), que apontavadiversos indícios contra o senador baiano. Nos bastidores da Casa, no entanto, especula-se que a direção do Senado, por influência do senador José Sarney (PMDB-AP), aliado de ACM, iria amenizar a punição do parlamentar limitando-se a defender asuspensão.Votaram a favor da abertura de processo de cassação os senadores Ramez Tebet (PMDB-MS), Heloísa Helena (PT-AL), Flávio Arns (PT-PR), Sérgio Guerra (PSDB-PE), Jefferson Péres (PDT-AM),Geraldo Mesquita (PSB-AC), Antero Paes de Barros (PSDB-MT) e Ana Júlia (PT-PA). E votaram contra, João Alberto Souza (PMDB-MA), Luiz Otávio (PMDB-PA), Paulo Octávio (PFL-DF), Demóstenes Torres(PFL-GO), Marcelo Crivella (PL-RJ), Rodolpho Tourinho (PFL-BA) e Romeu Tuma (PFL-SP).Veja o índice de notícias sobre o grampo na Bahia

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