Conselho aprova por 9 a 4 relatório cassação de Mentor

O Conselho de Ética da Câmara aprovou por 9 votos a 4 o relatório pela cassação do mandato do deputado José Mentor (PT-SP). Mentor é acusado de ter recebido R$ 120 mil de empresas do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado de ser o operador do mensalão. O relatório do deputado Nelson Trad (PMDB-MS), favorável a cassação terá que ser votado agora pelo plenário da Câmara.Na semana passada, o Conselho rejeitou por 8 votos a 6 o parecer que pedia a absolvição do petista. Os deputados Júlio Delgado (PSB-MG) e Carlos Sampaio (PSDB-SP) usaram o depoimento à CPI do Rogério Tolentino, sócio do empresário Marcos Valério de Souza, e relacionam datas de encontros de Mentor com Valério para argumentar contra o parecer do relator, Edmar Moreira (PFL-MG), que pediu a absolvição do petista. Para Delgado, Mentor protegeu o Banco Rural, quando foi relator da CPI do Banestado e prestou assessoria paga pela empresa 2S participações, de Valério, no período em que o empresário já era avalista do empréstimo do PT com o Rural e abastecia caixa 2 petista. A CPI do Banestado investigou, em 2003 e 2004, remessa ilegal de dinheiro ao exterior. Sampaio considerou que o contrato que serviu de defesa de Mentor foi dissimulação e que o parlamentar tinha conhecimento que recebia dinheiro de empresas de Marcos Valério. Em sua defesa, Mentor diz que seu escritório de advocacia recebeu R$ 120 mil por serviços de consultoria prestados a Tolentino.O advogado de Mentor, Antonio Cláudio Mariz, protestou contra o uso do depoimento de Tolentino, classificando-o de ?prova emprestada?. ?O mandato não pode ser cassado por hipótese?, afirmou Mariz.

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