Conquistas devem ser preservadas

Desde 2007, a Rede Nossa São Paulo e organizações da sociedade civil têm defendido uma agenda para a mobilidade que se fundamenta na priorização do transporte coletivo, na segurança do pedestre, no estímulo a modais sustentáveis e na descentralização dos serviços públicos e privados para evitar grandes deslocamentos.

Maurício Broinizi Pereira, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2016 | 05h00

A cidade avançou muito, absorveu mudanças significativas, como as que resultaram em mais de 400 km de ciclovias, mais de 500 km de faixas exclusivas para ônibus e redução da velocidade máxima. O que comprova a demanda reprimida havia décadas para tendências como essas, positivas à qualidade de vida.

Mas ainda há muito o que fazer. Segundo a última pesquisa da Rede Nossa São Paulo/Ibope sobre mobilidade, o paulistano perde 2h38 no trânsito diariamente; 80% dos entrevistados deixariam de usar o carro caso houvesse uma boa alternativa de transporte; e 90% se disseram favoráveis à construção de faixas e corredores de ônibus.

Sendo assim, atendendo aos anseios da população, é inadiável às próximas gestões dar sequência às ações e avançar em pontos indispensáveis, como celeridade nos investimentos para ampliação de metrô e incentivos fiscais visando à descentralização econômica. Há ainda gargalos importantes, como a adoção do combustível limpo, a acessibilidade total da frota e um sistema eficiente de informações nos pontos de ônibus.

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