Wilson Dias|Agência Brasil
Wilson Dias|Agência Brasil

Congresso vive dia de 'ressaca'

Após tensão de anteontem, Casas ficaram vazias

Isabela Bonfim, Daniel Carvalho e Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2015 | 06h31

BRASÍLIA - O Senado viveu nesta quinta-feira, 26, um clima de ressaca, com corredores esvaziados e poucos parlamentares presentes. No plenário, houve uma sessão solene em comemoração ao mês da Consciência Negra prestigiada, principalmente, por convidados. Poucos senadores se inscreveram para discursar, como Ana Amélia (PP-RS) e José Medeiros (PPS-MT). Ambos voltaram a lamentar o constrangimento e o ineditismo da prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), ocorrida na véspera.

Houve sessão da CPI do Carf, com a apresentação do relatório final, mas o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), não apareceu. Optou por receber o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na residência oficial.

Câmara. Pelo segundo dia consecutivo, a Câmara dos Deputados não conseguiu votar nenhum projeto. A sessão deliberativa não ocorreu após a tentativa de votação do projeto de lei do Executivo que fixa novas normas para o cálculo do teto de remuneração do servidor público e dos agentes políticos.

A matéria tranca a pauta. Não houve sessão extraordinária porque às quintas-feiras os parlamentares costumam regressar aos Estados de origem.

Não havia acordo entre os partidos para a apreciação do tema na ordem do dia e a oposição avisou que manteria as ações de obstrução em protesto contra a permanência do peemedebista Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Casa. Cunha nem sequer deixou seu gabinete para presidir a sessão, que foi comandada pelo deputado Gilberto Nascimento (PSC-SP). O projeto não chegou a ser debatido.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.