Congresso quer ouvir general Cardoso sobre Abin

O ministro do gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Alberto Cardoso, deve comparecer à Comissão das Atividades de Inteligência, formada por deputados e senadores, para falar sobre supostas irregularidades e possíveis falhas na atuação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).A data será marcada nos próximos dias. O requerimento convidando o general, de autoria do líder do líder do PT, deputado João Paulo Cunha (SP), foi aprovado nesta terça-feira na comissão, por unanimidade.Os parlamentares querem ouvir o general Cardoso sobre dois episódios: as denúncias de que ex-agentes do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) teriam prestado serviços à Abin, espionando a governadora do Maranhão e candidata do PFL à presidência, Roseana Sarney, e a atuação da agência diante da invasão da fazenda Córrego da Ponte, em Buritis (MG), de propriedade dos filhos do presidente Fernando Henrique Cardoso.O presidente da comissão, senador Jefferson Péres (PDT-AM), antes de colocar o requerimento em votação, alegou que o general Alberto Cardoso deveria ser convocado e não convidado. A imposição se daria pelo fato de ele não ter respondido aos dois telefonemas nos quais esperava convidá-lo a comparecer espontaneamente à comissão.?Fica registrada a descortesia, não comigo, mas com esta comissão?, justificou Péres. Ele disse achar ?estranho? que as duas ligações não tenham chegado ao conhecimento do general. Os integrantes da comissão decidiram primeiramente convidá-lo a comparecer. Se ele não aceitar, aí, sim, será feita a convocação.

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