Congresso promete votar fim do salário extra até quarta-feira

A primeira sessão deliberativa da Câmara na convocação extraordinária registrou a presença de 426 deputados - faltaram 87- no momento em que foi votada e aprovada a primeira proposta do dia, a Medida Provisória 266. Esta MP abre crédito extraordinário de R$ 673,6 milhões para os Ministérios dos Transportes, da Integração Nacional e das Cidades no valor total de R$ 673,6 milhões. Com o início dos trabalhos do plenário na convocação extraordinária, os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-AL), anunciaram que votarão, até quarta-feira, a proposta que acaba com o pagamento de salários extras para deputados e senadores, mesmo que trabalhem durante as férias. Ficou combinado que se a Câmara não conseguir votar o seu projeto até lá, o Senado assumirá a frente e o fará. As duas casas querem votar ainda outra proposta, esta de emenda constitucional, que exige no mínimo 308 votos na Câmara e 49 no Senado, para reduzir as férias parlamentares de 90 para 45 dias. "Quero que a convocação extraordinária seja avaliada no seu final e não pelo primeiro mês, quando o plenário não trabalhou", disse o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP). Ele acha que com os acordos feitos ontem na reunião de líderes, será possível, por exemplo, votar o projeto que unifica as receitas federal e previdenciária até quarta-feira da semana que vem. Em seguida, a emenda constitucional que cria o Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), o estatuto da pequena e da microempresa e o Orçamento-Geral da União.

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